terça-feira

Desejo de Galak
hmmm...

Queria, cada vez que tivesse um desejo de comida, poder de fato comê-la, e não ficar esperando a vontade passar.

isso só me ocorre porque eu estou com a cabeça oca de tédio

quinta-feira

E eu fui comemorar, claro. Fui no Mac Fil com a Paula. Pedimos petiscos beliscativos e cerveja. E fomos atacadas por crianças famintas que vendiam amendoim pelas mesas. Situação desconcertante: tanto era feio não dar, quanto também não era justo ficarmos sem nossa comida. E ainda fui chamada de tia.
"Ei, meu avô não é pai da sua mãe!"
Aí Deus chamou São Pedro e falou:
- Vamos dar trégua à pobrezinha da Bia?
- Vamos, sim, ela anda numa merda de dar gosto...
- Ê, calma lá, ela não anda tão mal assim, né? Mas não custa ajudar. Façamos assim, vou jogar esses papeizinhos para o alto. Dentro deles estão as coisas que mais a assombram. Você pega um e lê, depois me conta, ok? O que você tirar, a gente elimina da vida dela.
- É nóis! - São Pedro era mano prá caramba.
- Vai lá!
São Pedro pega o papelzinho no ar, abre, lê a "prenda" e dá um largo sorriso.
- O que foi, Pedrão? Foi o da "falta de dinheiro"?
- Não....mmmmfff... não.... uaaaahahahahahaha! U-hú! Yessss!
- Qual era, me fala, pelo MEU amor!
- Olha.
- Huuuun... noooossa! Que maravilha! Issa!!

E saíram os dois pulando pelo céu.

É, meus caros, as coisas melhoram uma hora!
Dando continuidade à história contada por Juju-multicores, relato aqui o meu drama infantil.

Nos anos de primário, eu tive a infelicidade de cair numa classe em que o número de caciques era maior do que o de índios. Lara e Marianinha eram as suseranas, cada qual com as vassalas que mereciam. Umas até cheguei depois à conclusão de que mereciam continuar vassalas pro resto de suas vidas. E eu? Ah, eu apanhava delas, né? Mal obedecia a onça da minha mãe, imagina se eu ia ter saco de ficar ouvindo ordem delas. Então eu apanhava, batia, e vez ou outra me dispunha a fazer parte das dancinhas/teatrinhos/reuniõezinhas que elas promoviam. Claro, era agraciada com papéis secundários, ou até mesmo nulos, como a Paquita sem nome, ou a árvore da peça. Toda semana das crianças era a mesma coisa: brincadeiras e espetáculos no encerramento. E a gente apresentava o hit do ano da tia Xuxa, tendo à frente Marianinha (porque era loira), e nós atrás, demonstrando muita coordenação e ritmo - e por que não talento para fazer fantasias?
Por três anos consecutivos eu temi muito o mês de outubro. Era quando a gente passava algumas semanas enfurnadas no quintal da tia Iorma, ensaiando o Ilariê-do-raio-que-o-parta, fazendo as roupas e, principalmente, ouvindo palpite das orgulhosas mamães. E, claro, eu sempre saia na mão com alguma, sempre voltava emburrada pra casa, planejando vinganças como jogar ovo nas meninas no dia da apresentação - e conseqüentemente mostrar pra minha paixão-do-ensino-fundamental que eu era transgressora e nada mariquinha, como ele nos chamava.
Até que, no quarto ano, minha mãe me proibiu de participar da dança. Eu não me lembro bem se estava indo mal na escola ou se ela queria mesmo se privar de ter em casa uma delinqüente infantil. Foi a glória, matava aula de orfeão para ir nos ensaios, só atrapalhava e dava palpite, mas a dança era "delas" e eu estava mais do que confortável com isso. Cheguei até a usar a sala de ensaio como esconderijo para não tomar uns cascudos de um repetente que eu andava irritando.
Chegado o dia da apresentação, assisti ao espetáculo de cores insossas bem ao lado do meu "querido". Assim que o último "ô-ô-ô" tocou, os meninos se juntaram para o famoso "aêêêêêêêêêêrrrrr" pré-adolescente e as pequenas chacretes se recolheram, humilhadíssimas. A partir desse dia, fiquei mais apaixonada por ele - o que foi péssimo para o pobrezinho, que só faltava receber flores e bombons meus - e agradeci ainda mais por não ter feito parte de tamanho circo de horrores.
Obrigada, mamãe, por prezar minha dignidade!

quarta-feira

Top 5 vozes que adoro

1. Chrissie Hynde (droga, perdi!)
2. Natalie Merchant
3. Nana Caimmy
4. Ella Fitzgerald
5. Annie Lennox

Top 5 coisas que odeio

1. Esperar
2. Arame de sutiã que sai
3. Gente estúpida
4. Seguir a receita e dar errado
5. Timeco

Top 5 coisas que faço quando estou nervosa

1. Arranco lascas de unha
2. Mexo no couro cabeludo
3. Ando de lá pra cá
4. Suspiro
5. Não como

sexta-feira

Hoje eu me despedi do Marcuix, que vai morar em Houston e só volta em 2005. Nos encontramos para um almoço breve, para darmos um abraço e nos despedirmos, como se fôssemos nos ver na próxima semana. Almoçamos com calma, intercalando muito o que contar com os vagos "e aí... e aí, sei lá" típicos dele.
Só na hora de descer do carro que caímos em si, e lembramos que ficaríamos tempos sem as "aventuras" que a gente aprontava nos tempos de Vila Mariana, sem confidenciar segredos de noitadas e viagens, sem inventar "marcuixlogismos" e rir das "burelhas", sem ficar de mal e ficar de bem e sair para ver o movimento da Paulista.
Doeu, apertou, mas a Marginal tinha que continuar andando, então eu desci do carro.
Boa sorte, Fedido. Houston, we have no problem, bem disse a Gegé.

quarta-feira

Piadas da TPM
porque eu estou furibunda, irritada e com tendências assassinas

Se eu tivesse me casado com meu primeiro namorado, meu sobrenome seria NABAS. Talvez eu me adaptasse melhor à carreira publicitária.

(Ok, ok, foi horrível, porém foi a única analogia que me desamarrou a cara depois de esperar meia hora por um ônibus no frio das 21h.)

segunda-feira

You're So Great
Blur

Sad, drunk, and poorly
Sleeping really late
Sad, drunk, and poorly
Not feeling so great
Wandering lost in a town full of frowns
Sad, drunk, and poorly
Dogs digging up the ground
And I feel the light
In the night and in the day
And I feel the light
When the sky's just mud and grey
And I feel the light
When you tell me it's OK
Cos you're so great, and I love you
DT and coffee
Helps to start the day
DT and coffee
Shaking all the way
City's alive and, surprise, so am I
Tea, tea and coffee
Get no sleep today
And I feel the light
In the night and in the day
And I feel the light
When the sky's just mud and grey
And I feel the light
When you tell me it's OK
Cos you're so great, and I love you

because you're so great and I love you

sábado

Depois de um dia corrido, da cabeça quente e cabelos ainda mais arrepiados, fui ver se enchia a cara de salto alto e esquecia da vida. Casamento de prima, distante, mas ainda é parente. Já tinha arrumado vestido, sapato, terno pro digníssimo, maquiagem e unha. Tudo foi em tempo, e meu tio fez questão de nos lembrar: Hípica Santo Amaro. Claro, hípica, para mim, além do Jockey, tem uma que eu vejo daqui do trabalho. Sigamos, pois, para o casamento, antes que eu perca o jantar.
Chegando lá, milhares de narizes aduncos denunciavam que o casamento era sim da colônia, mas, não, aquela não era minha prima nem se tivesse feito plástica. E aí? Aí que veio a notícia contundente: aquilo se chamava Hípica Pau-lis-ta, seus perdidos. Para mim, a diversão começava ali. Para o namorado da minha prima, aquilo não tinha tido graça nenhuma e era bom a gente ir embora logo, antes que ele desistisse.
E eu me pergunto como tem gente que não abraça o diabo nessas horas. Pois a gente devia mais era ter aproveitado o luxo excessivo do lugar e jantado ali mesmo, fazendo cara de "conheço os noivos há anos". Teria sido bem mais divertido do que cumprir o formal...

segunda-feira

Eu nunca, por mais que eu tente, vou fazer esse post soar menos cruel do que parece. Entendam, longe de mim ser entojada e fedida, mas a situação é essa.
Ando pegando nhaca de pessoas que, por inexperiência, começam a pensar que eu sou a salvação de seus problemas. Eu explico: assim como qualquer ser humano que mora sozinho, ou mesmo se vira sozinho, sei como achar ou fazer algumas coisas com mais facilidade. Mas isso não implica que eu seja a resposta para tudo. Aí vem neguinho perguntar se eu sei onde vende rebimboca da parafuseta, e se eu não sei, só faltam achar que é um enigma da humanidade! Por Cristo, eu não sou o oráculo de delphos, caralho! Eu posso saber a feira mais próxima de casa, como se faz uma omelete bacana, mas não é pra esperar muito, só porque eu disse que cozinho toda noite.
E eu já sei de onde vem tudo isso: sou solícita demais. É pedir pra eu sair fazendo, tal qual mãe judia. "Deixa comigo" é meu lema.
Agora vai mudar pra "me deixa, cacete!".
Mané-festo

Eu não falo de minhas putarias em tom de conto erótico.
Eu não me intitulo malandra, gatinha ou revoltada.
Eu não tento parecer uma tentativa literária da modernidade.
Eu não tricoto com as amigaaaa nos comments.
Eu mal sei fazer banner.
Eu não pago de loser, porque nem preciso.
Meus post não fazem o menor sentido.
Meu blog é completamente desconexo.

EU SOU MANÉ E MEREÇO O ANONIMATO

Juliana-assassina me apóia
É tão sincero, tão denso (eu não disse intenso!) e tão difícil. Me faz chorar ao pensar com mais atenção e um tantinho de açúcar. A realização dos dias infelizes apertada no sofá amarelo, catatônica assistindo a tudo que um dia era proibido, crescendo lateralmente e perdendo chances de riso, afeto e boas conversas.
Eu tenho o que eu quero, e tenho o direito de rever tudo periodicamente. Faz bem.
Mesmo que vez ou outra eu sinta vontade de su-mir.
E ela, justo ela, dita tão genialmente sábia, continuava insistindo em não desistir. Esperava que um dia surtisse efeito. E se surtir, não será como o esperado.

quarta-feira

Existe uma grande diferença entre ser ignorado e esquecido.
O primeiro é feito na maioria das vezes com um intuito, e este, geralmente, é machucar. Fazer que não se importa, ou até mesmo responder com rispidez, para ver se enxota o outro do seu convívio. Em todo caso, há a intenção, e se há intenção, há o premeditado. Ou seja, a pessoa pensou e se importou com a outra.
Mais doloroso é ser esquecido. É atestar que perdeu seu brilho para o alheio, que tanto faz a sua presença, ausência ou até mesmo existência.

E nem sei porque criei este postulado. Talvez por ultimamente andar lembrando de uma frase dita pelo meu pai, toda vez que o deixávamos à mesa, comendo sozinho. (caralho, como dói lembrar disso)
Bleh...

terça-feira

Tem horas que eu adoro conhecer os Indahousers.

- Fala, Touca-de-Crochê
- Fala sortuda!
- Sortuda?
- É, você é mó sortuda
- Por quê?
- Porque você pode chupar meu pau e eu não!

segunda-feira