quarta-feira


Feliz Natal. Sono.

quinta-feira

Em 2003 eu:
- Mudei 2 vezes de emprego. Pela primeira vez vejo meu trabalho melhorar e ser divulgado, e isso é bastante gratificante. Além de ter como modelos pessoas extremamente bacanas.
- Mudei de casa: Da Vila Mariana pra Consolação. Não moro mais sozinha, e dividir uma vida está sendo uma experiência absurdamente boa, tanto para mim quanto para ele.
- Mudei de atitude: Cansei de chorar baixinho quando pisam no meu calo. Agora eu tento pelo menos falar alto. Porque quem muito abaixa, a bunda mostra.
- Mudei de currículo: agora sou formada em Comunicação Social, vulga Publicidade. Qual vai ser o próximo passo? Gastronomia, moda, jornalismo, sei lá. Quando eu tiver dinheiro pra pagar um curso eu penso nisso.
- Mudei de aparência: graças à pressão externa, a descoberta de Paulo, o dono de nossas cabeças, manicures baratas e outlets ao lado do trabalho, larguei do esculacho mode, salvo algumas derrapadas decorrentes de mau-humor. Hoje não saio de casa sem batom (!).
No mais, escrevi em mais alguns blogues, ressuscitamos o farfalla – nem contei, mas andei fazendo um bico no Mundo Perfeito - fiz mais contos para mim mesma. Tive tpms horrendas, decepções esperadas, supresas boas e descobertas beeem interessantes. Cozinhei mais, estou aprendendo a ser dona de casa com decência, estou mais prendada.
Conheci novas pessoas, me aproximei de outras e mantive os queridos de coração, que não vou citar porque eles já sabem quem são. Amo cada vez mais. Li bastante e, confesso, devia ter enrolado menos. Fiz tatuagens.
Não prometo mudanças pro ano seguinte, acho que elas acontecem com o tempo, e não com data marcada. Esse ano foi bom, mas que venha um ainda melhor.

quarta-feira

Brackets
Cortam a língua, atrapalham a fala, apertam o dente, e são o início de algo pior por vir.
Já tirei sangue de mim mesma, estou falando que nem a irmã do Stan (South Park) e meu humor está algo de se apreciar.
Entendam: não há nada pior para mim do que mexer nos meus dentes e me impedir de comer o que eu quero. Nada. Nem farpa de madeira sob a unha.
Passarei alguns dias rosnando então. Me deixem.

terça-feira

Querido Papai Noel,
Este ano eu fui uma boa menina. Perdi as contas de quantas vezes comi queijo branco e berinjela disfarçados de alguma coisa, sem vomitar. Não bati na minha irmã porque a vi muito pouco. Não atormentei mais meu namorado porque ele é mais forte que eu. Parei de brigar com meu pai e chamei menos minha mãe de dinossauro, petróleo e velhinha. Sorrio diariamente no trabalho sem mandar ninguém para aquele lugar.
Vê se me dá um presentinho legal?

Eu quero:
Um relógio (ou o meu Swatch consertado)
Um tênis
Roupinhas
Self-indulgement objects (produtos de beleza, engraçadinho)
O livro "Malu de Bicicleta" do Marcelo Rubens Paiva

Posso dar também uma sugestão?
Se estiver difícil de encontrar alguma dessas coisas, aceito também um pacotão de "coisas que Bia adora", com todas as coisas que eu passei o ano pedindo e não ganhei. :o)

Um beijo
Ana Beatriz
Já sinto alguns efeitos. Lerdeza e sensação ébria são os principais. Ainda me sinto incomodada de ter como responsável pelo meu humor infantil uma bolinha e 6 gotinhas. Mas não tou louca, não. Nada de peninha.
Por um lado, estou me equilibrando em saltos altos como uma Bündchen da vida.

sexta-feira

Linda, vermelha, alta, chiquérrima.
Não serve.
Frustração.
Primeira meia-serenata da temporada. Constrangimento, curiosidade, uma certa ansiedade. Mais do que efeito real, o coração bate rápido, e há uma sensação refrescante no estômago. Às vezes penso em judiação comigo mesma, quebra de algo sagrado: a minha sanidade. Entreguei os pontos, não resisti bravamente, pelo contrário, agora vou atrás de bravura.
Tudo o que sinto a mais pode ser deixado para adiante, para quando se resolver por si só, ou por mim. Deixo tudo como está, entrego nas mãos da tarja preta algumas soluções.
Because my inside is outside
My right side's on the left side
'Cos I'm writing to reach you
But I might never reach you
I long to teach you about you
But that's not you
Do you know it's true
And that won't do
You know it's you
I'm talking to


minha mais nova mania matutina.
Travis - Writing to reach you

quinta-feira

Ah, sim, amanhã eu biscoiteco.
Esquema bota-disco-e-sai-correndo, porque sábado cedo mais uma prima casa e ganha presentes. Er... não, eu não vou reclamar tudo de novo. Vou de vestido novo comer banquete nipo-árabe, ver meu pai e jogar arroz nos outros.
E teve o dia que eu ouvi Beatriz no piano, e fiquei esperando por uma reação...

quarta-feira

A última coisa que disse ontem, antes de dormir, foi: Tenho medo de amanhã.
Hoje tenho separadores de dentes, uma extração a marcar, aparelho para colocar na semana que vem, uma proibição de chicletes pelo resto da vida e dor, muita dor.
E eu tenho certeza que, se tivesse permanecido na cama, Murphy me enviaria pesadelos.

terça-feira

Sabe aquela coisa de "tomar cuidado com o que deseja para não acabar acontecendo"? Pois é. Acontece.
Em um desespero de desempregada, há algum tempo, eu jurei para mim mesma topar o que me fosse oferecido, fosse um emprego de empacotadora de supermercado ou até de prostituta. Cheguei bem perto. Imagine eu, a mulher que se priva de bradar as devassidões aos quatro ventos, por não querer perder a credibilidade do seu discurso, sendo a responsável pela ereção alheia?
Pois agora, meus amigos, é isso mesmo: serei eu a botar minhas taras de fora. Noites e noites descarregando experiências pessoais e casos fictícios com um único objetivo: ser menos pobre.
Não, eu não virei puta, nem tampouco stripper, muito menos massagista tailandesa, não, não, não!
Roteirista de contos sensuais é o nome.
É, tem horas que é divertido ser eu.
A sabedoria é jundiaiense e espirituosa:

tata says:
vc dá brecha pra esses desclassificado uma vez na vida, e paga o preço FOREVIS!

segunda-feira

Ligar pro Luiz e ouvir "como você tá de portfolio, gordona?" foi como ouvir uma piada antiga e boa, e rir tudo de novo.
É aquilo mesmo, quanto mais você perde, mais percebe que tem. Não vejo a hora de ir lá, dar um "pialo na orêia" do impiastro e matar a saudades de falar como capiau.

sábado

Eu ficaria ainda mais feliz com meus 17 dias de férias concedidos se eu não ganhasse por job.
se bem que, na atual situação, 17 dias de férias não têm preço.

--x--
O ano não virou, mas coisas vão mudar. Um ouvido nas célebres frases de meu avô.

--x--
O Lula me emprestou dois livros do Rubem Fonseca, além de, durante o dia, ler pequenos trechos de outros livros para mim. Dentro do livro de poesias havia um envelope velho de uma carta de Istambul, se não me engano. Achei aquilo tão chique!

sexta-feira

O melhor do mau-humor zen, por João Gravata

Todo Poderoso Amílcar! says:
que nick filosófico
Idiota não tem tédio says:
ah eu to nesse humor hoje
Todo Poderoso Amílcar! says:
hahaha, calma, é sexta, dia internacional da cachaça.
Idiota não tem tédio says:
hmpf! sexta, dia internacional de ouvir petardos.
Todo Poderoso Amílcar! says:
hm, acontece. Pessoas são pentelhas a maior parte do tempo.
Idiota não tem tédio says:
claro, não têm tédio, não é mesmo?
Todo Poderoso Amílcar! says:
hahahahah.... Só a violência salva
Idiota não tem tédio says:
nossa, não dá idéia!
Todo Poderoso Amílcar! says:
ou então, prá começar, um palavrão bem encaixado. Tente pronunciar esse mantra calma e lentamente:
"por que você não vai tomar no meio do seu cu"
Idiota não tem tédio says:
por.... por.... (vamos la, eu consigo) por que você não vai tomar no .... meio.... DO SEU CU?!
Todo Poderoso Amílcar! says:
hahaha, viu? Não se sente melhor? Agora repita isso para todos a sua volta, lenta e calmamente.
Idiota não tem tédio says:
POR QUE.... VOCÊS.... é, vocês mesmos, seus filhos da puta, por que não vão tomar no cu, hein? HEIIIIIIN?
Idiota não tem tédio says:
aaah alivio!
Todo Poderoso Amílcar! says:
hahaha, mais um aluno feliz do mestre Zen Gravata. Vá, filha, seja feliz. Se a vida te der um limão, mada ela enfiar a bosta do limão no cu dela.

quinta-feira

Lembrei disso hoje:

Na minha classe de catecismo (que apesar de ortodoxa, eu fiz) tinha um menino muito bonzinho, simples, que sabia escrever Ave Maria e o Pai Nosso sem errar uma palavra*. Um dia a professora perguntou o que gostaríamos de ser quando crescêssemos. E foi aquela leva de aeromoças e jogadores de futebol, até que ela perguntou pro Rafael. E ele:
- Gigolô, professora.
- Como? - se benzendo
- Gigolô, ué? Meu pai diz que se eu não aprender a consertar eletrodomésticos que nem ele, só vai me restar ser gigolô.
Hoje em dia ele ajuda o pai na assistência técnica.

* sim, eu falava "bendita a sua ex-voz" quando rezava a Ave Maria.

quarta-feira

Tem horas que a preguiça me pega, me agarra, me soca no chão, toma impulso na cerca do ringue e cai com o cotovelo na minha cara. E eu fico ali, estendida, sem conseguir me mover, pensando no tanto de coisas que poderia estar fazendo. Por exemplo agora, que eu já podia estar a caminho de casa há décadas e estou parada, olhando pra tela, apenas os dedos se movendo. Quem não me conhece, acha que eu morri.
Bah. Vamos lá: 1, 2 e....

terça-feira

Já dizia aquele chato lá, que, quando tudo está perdido, sempre existe um caminho. O meu caminho da salvação é Juliana Biscardi. Só ela me faz rir depois de um dia como este.

Ju says:
Eu enfiei na minha cabeça q a partir de hj só darei pra dois tipos de pessoas: (é óbvio q serão músicos, pq infelizmente dessa armadilha eu não saio) sambistas e músicos eruditos
Bia says:
Que chato, Ju ! dá pra contador tb, então! hahahahahah
Ju says:
Contador??? Nunca! Nem vendedor de seguros
Bia says:
sambista tudo bem, é malandrão, mas músico erudito vai ficar te comparando com as notas do violoncelo dele
Ju says:
vc sabe q eu já fiquei com uma cara q me disse q trabalhava com vendas
Ju says:
aí eu perguntei : ahh, é, vende o q?
Ju says:
resposta: talões de zona azul
Ju says:
bia, fiquei triste
Bia says:
HAHAHAHAAHAHAHAHAHAAHAHA
HAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAH
Ju says:
foi péssimo
Bia says:
eu to tendo um ataque!!!!
Ju says:
eu tentei fazer cara de contente, mas não rolou
Bia says:
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
HAHAHAHAHAAHAHAHHAHAHAHA

segunda-feira

Finalmente, depois de um fim-de-semana ultra-caseiro, enfiada no meio de roupas cafonas e pouco usadas, reuni minhas doações e as dele, e montamos um himalaia de alegria aos menos favorecidos na nossa sala.
A casa já beira a decência. O layout do escritório é outro, a sala se prepara para as plantas, o banheiro virou "lounge".
E o mais encantador pra mim é como esses tipos de processos funcionam. A sugestão, o acordo e o tanto de gargalhadas dadas com piadinhas bobas, que na hora foram engraçadíssimas. Ao fim do dia, deitar a cabeça no peito e pegar no sono, as costas doloridas, as unhas descascadas, o sorriso engolindo as orelhas*. Pra mim isso vale tanto quanto, ou mais que uma declaração escancarada. Ver funcionar, ver que é só ter vontade de ver funcionando.
Pensando bem, eu não preciso de uma casa designer series para ser feliz.

*e não me venham com esse papo de "quase um orgasmo" ou "super intenso", pq prá mim intenso é eufemismo prá tombo de gordo. É bom, period.