Segunda-feira
Eu sou feliz porque eu entro no banho correndo para ver tudo branco e tentar lavar o pé quando o mundo está lindinho. Eu deito na cama com todos os travesseiros e ouço o discurso verborrágico intercalado de coisas que eu quero ouvir. Eu sinto o peso e grito e sorrio e perco o fôlego, mas nada me tira o ânimo de escutar o elogio repetido ad infinitum. Eu como três maçãs tarde da noite para me livrar da gastrite e viro os olhos e mordo a língua. Faço planos imaginários de meus herdeiros e planos reais da minha nova ocupação mental. Eu choro com músicas que dizem o que eu estou sentindo, e choro de soluçar pelo blue sunday. Eu chego à conclusão do que conquistei e vejo que me valeu a pena não perder a cabeça; pode não ser lindo como nas histórias, mas é real e concreto. Eu compartilho o silêncio e a vontade de fazer nada com piscadinhas. Ganho beijos no rosto e faço planos de ser rica. Eu vou dormir feliz porque eu amo.
Sexta-feira
Essa música é cute, mas a mim não se aplica, então eu fiz pequenas alterações.
To see you when I wake up
Is a gift I didn´t think could be real.
To know that you feel the same as I do
is a three-fold, utopian dream.
You do something to me that I can´t explain.
so would I be out of line if i said,
I miss you
I see your picture,
I smell your skin on the empty
pillow next to mine.
You have only been gone ten days,
but already I´m wasting away.
I know I´ll see you again
whether far or soon.
But I need you to know that I care.
I miss you.
To see you when I wake up
Is a gift I didn´t think could be real.
To know that you feel the same as I do
is a three-fold, utopian dream.
You do something to me that I can´t explain.
so would I be out of line if i said,
I miss you
I see your picture,
I smell your skin on the empty
pillow next to mine.
but already I´m wasting away.
I know I´ll see you again
whether far or soon.
But I need you to know that I care.
I miss you.
Você chega em casa puta nas calças, cansada e com fome, quase chorando de ódio, entra no banho e ouve a campainha tocar. Aí você veste o roupão mais puta ainda, pensando quem foi o ausente de bom senso que chegou, olha no olho mágico e o espertinho tapou com a mão. Você abre a porta e, qual não é sua surpresa ao ver seu namorado, com uma barra de chocolate, te fazendo uma surpresa, afinal hoje ele tiraria o dia para trabalhar.
Eu adoro quando as pessoas tentam manter minha sanidade.
Eu adoro quando as pessoas tentam manter minha sanidade.
Quinta-feira
Esse tempinho frio, com vento e a sensação constante de nariz gelado - eu e minhas extremidades generosas - é tão gostoso e me dá uma coisa tão boa que se eu fizer algum tipo de descrição serei vaiada na minha cafonice. Então fica registrado: adoro inverno. Mal posso esperar para usar o modelito cebola.
Norah Jones foi uma descoberta tardia - eta aversão a modismos - porém agradável. Melhor ouvir isso no trabalho do que ExtremeSplatterGore.
É um ciclo: eu não digo nada mais que a verdade e ele me retribui com a verdade dele.
Satisfazemos egos carentes, nos conhecemos melhor, e o saldo é positivo.
Porque quando eu disse que queria fazer direito, I meant it.
Satisfazemos egos carentes, nos conhecemos melhor, e o saldo é positivo.
Porque quando eu disse que queria fazer direito, I meant it.
Quarta-feira
Pau no cu de quem vive de fantasmas. Eu me livrei deles, por que o mundo não se livra também?
A gerência agradece.
A gerência agradece.
regressão
voltei aos dias de correria que eu abominava
normalidade
continuo no mesmo ritmo
progresso
aprendi a mandar à merda mais rápido
voltei aos dias de correria que eu abominava
normalidade
continuo no mesmo ritmo
progresso
aprendi a mandar à merda mais rápido
Terça-feira
- Menina, não tô me agüentando, vem ver quanto bofe!
(secretárias correm para a recepção, redatora fica)
- Ô! Ô redatora! Essa menina tem problema, gente, fica aí, retinha, nem olha pro lado! Olha quanto homem. Cê não gosta da coisa, não?
- ...
A minha vontade foi responder que não mesmo, e que era por isso que eu usava coturno, mas como eu sou nova aqui, tentei arriscar e dizer que estava muito bem servida. Ia tomar uma saraivada de olhares feios. Optei por ficar quieta, fazer cara de caipira e soltar um "Ai, eu tenho vergôôôônha...."
(secretárias correm para a recepção, redatora fica)
- Ô! Ô redatora! Essa menina tem problema, gente, fica aí, retinha, nem olha pro lado! Olha quanto homem. Cê não gosta da coisa, não?
- ...
A minha vontade foi responder que não mesmo, e que era por isso que eu usava coturno, mas como eu sou nova aqui, tentei arriscar e dizer que estava muito bem servida. Ia tomar uma saraivada de olhares feios. Optei por ficar quieta, fazer cara de caipira e soltar um "Ai, eu tenho vergôôôônha...."
Ingratidão
“I was happy in the haze of a drunken hour,
But heaven knows I’m miserable now.
I was looking for a job and then I found a job
And heaven knows I’m miserable now.”
“I was happy in the haze of a drunken hour,
But heaven knows I’m miserable now.
I was looking for a job and then I found a job
And heaven knows I’m miserable now.”
Domingo
O genérico de Clubber é o Krébber. A galera weird-zona-anywhere, que vem fazer pose nas baladinhas com seus cabelinhos ensaboados à Liam Howlett.
Agora, aposente seu all star colorido e suas pulseiras fluorescentes, a moda é ser Indieara. Camisa do pai, suéter ou jaqueta - mesmo que seja da Hard Rock - lencinho no pescoço e cabelinho de frade. Pronto. Faça o ar blasèe, cheire muito e dê mosh na pista saudando a Vila Formosa: você é um indie do subúrbio.
Tio Maurício gosta muito de vocês.
Agora, aposente seu all star colorido e suas pulseiras fluorescentes, a moda é ser Indieara. Camisa do pai, suéter ou jaqueta - mesmo que seja da Hard Rock - lencinho no pescoço e cabelinho de frade. Pronto. Faça o ar blasèe, cheire muito e dê mosh na pista saudando a Vila Formosa: você é um indie do subúrbio.
Tio Maurício gosta muito de vocês.
Devo repetir que o melhor ainda está por vir? Sim, mas agora ele está tão pertinho, que já consigo viver seus benefícios.
Um ouvido concentrado do lado esquerdo, um sorriso constante, montes de agrado. A vida melhora.
Maria Zilda has left the building.
Um ouvido concentrado do lado esquerdo, um sorriso constante, montes de agrado. A vida melhora.
Maria Zilda has left the building.
Sexta-feira
A Maria Flávia, dentre todas as asneiras que dizia, um dia acertou: "Quanto mais mexe, mais fede".
Queria ter postado durante o dia, quando tinha aborrecimento suficiente para mazelar. Agora, meu aborrecimento é impronunciável.
Queria ter postado durante o dia, quando tinha aborrecimento suficiente para mazelar. Agora, meu aborrecimento é impronunciável.
Quinta-feira
Coroando a nostalgia que me acometeu hoje, revi álbuns, contei estórias felizes para mim mesma e comecei a ler Slaughterhouse Five.
E ontem eu vi uma das cenas mais tristes da minha vida: o amanhecer em uma cidade, carros saindo cedo, passarinhos cantando, o "pacote alvorada", e do outro lado bombas caindo. Não chorei, não fiz a Pollyana, mas me senti lá.
E ontem eu vi uma das cenas mais tristes da minha vida: o amanhecer em uma cidade, carros saindo cedo, passarinhos cantando, o "pacote alvorada", e do outro lado bombas caindo. Não chorei, não fiz a Pollyana, mas me senti lá.
Não queimar pontes. Nunca. Um japonês que quer te comer, amanhã pode ser tua dupla de criação. Basta não dar.
Cometi um ato de imaturidade plena: comprei briga com uma amiguinha da minha irmã. JESUS! Onde eu vou parar?
Quarta-feira
ANA LAURA!
VOLTE PARA MEU PEITO,
SINTO FALTA DE SEUS CABELOS
COR DE FOGO ENTRE MEUS DEDOS,
DE SUA RISADA E DA SUA
SACOLA COR-DE-ROSA DO PÃO DE AÇÚCAR.
Pronto, expressei minha indignação. Volta que você é COISA NOSSA!
VOLTE PARA MEU PEITO,
SINTO FALTA DE SEUS CABELOS
COR DE FOGO ENTRE MEUS DEDOS,
DE SUA RISADA E DA SUA
SACOLA COR-DE-ROSA DO PÃO DE AÇÚCAR.
Pronto, expressei minha indignação. Volta que você é COISA NOSSA!
Faz-me rir
Apfelsine (10:37 AM) :
faaaala, senhor coube
guicoube (10:48 AM) :
não morre mais, dona!
Apfelsine (10:48 AM) :
pq? tava falando de mim?
guicoube (10:48 AM) :
não, acho que você não morre mais mesmo.
Tô tendo esse tipo de presságio ultimamente.
Apfelsine (10:37 AM) :
faaaala, senhor coube
guicoube (10:48 AM) :
não morre mais, dona!
Apfelsine (10:48 AM) :
pq? tava falando de mim?
guicoube (10:48 AM) :
não, acho que você não morre mais mesmo.
Tô tendo esse tipo de presságio ultimamente.
Terça-feira
Me anima saber, e deixar você saber também, que depois de tanto tempo eu continuo me surpreendendo com as tuas formas e atos. E me anima mais ainda ver você se animar.
Compartilhar o riso da TV e acrescentar um comentário besta. Adoro.
Compartilhar o riso da TV e acrescentar um comentário besta. Adoro.
Segunda-feira
Ver Adaptação me fez lembrar como eu sou cheia de boas intenções e vazia de atos. Dá licença que agora eu vou ali cortar os pulsos.
Sexta-feira
Quebra meu barraco!
O nariz adunco não ia deixar negar: Abdalla The Kenyan apavora!
Veja o seu nome de terrorista.
O nariz adunco não ia deixar negar: Abdalla The Kenyan apavora!
Veja o seu nome de terrorista.
Este blog está se tornando uma coisa mais chata que o "Sétimo Selo" narrado pelo João Gilberto. Mais chato que um sarau com a apresentação de Oswaldo Montenegro, recitando uma música do 14 Bis. Mais chato que especial do Ivan Lins com tradução simultânea. Mais chato que a Achy Breaky Song interpretada por qualquer pessoa.
Um inferno. Um cu com cãimbra.
Um inferno. Um cu com cãimbra.
Quinta-feira
Apesar das crises nervosas, as mudanças estão aí, e em ritmo de avalanche. Viver de post its na cabeça até que não é tão desagradável. Ponho em prática a teoria do lencinho na cabeça e o "mexa-se". Preciso correr atrás para não pirar.
Por outro lado, as revelações feitas a mim nestes últimos dias indicam que o melhor está bem perto de vir, e cabe a mim não deixar ele se perder no caminho.
aiinnnnn.....
Por outro lado, as revelações feitas a mim nestes últimos dias indicam que o melhor está bem perto de vir, e cabe a mim não deixar ele se perder no caminho.
aiinnnnn.....
Domingo
Sábado
No final é tudo ingratidão.
Perdoe-me, Vitor, mas eu tive que adicionar sua frase ao meu livro do mau-humor.
Perdoe-me, Vitor, mas eu tive que adicionar sua frase ao meu livro do mau-humor.
Meu adesivo temporário:
Odeio gente rica.
Em tempos de desemprego, quero que os donos de casas na Lagoa, de motos prateadas e camisetas da Diesel, os freqüentadores da ilusória Ilha, as modelos-manequins (que acham comida japonesa o máximo), e tudo mais se explodam.
Quando eu tiver meu loft eu juro que paro.
Odeio gente rica.
Em tempos de desemprego, quero que os donos de casas na Lagoa, de motos prateadas e camisetas da Diesel, os freqüentadores da ilusória Ilha, as modelos-manequins (que acham comida japonesa o máximo), e tudo mais se explodam.
Quando eu tiver meu loft eu juro que paro.
coração apertado, St. Germain - Land of..., brigando com os pop-ups deste computador infeliz.
Eu deixo de lado. Minha política pacifista sempre foi essa: explodir na hora errada para depois deixar de lado. Não haveria de mudar agora. Eu tentei. Pensei em formas maduras de encarar a situação, contei com o conselho experiente, pensei, repensei, tentei evitar a reação espontânea de rejeição, levei em conta os pontos bons, mas no fim o saldo foi igual. Lembrei de junho, quando blasfemei e fui pega, e estava coberta de razão, mas acabei enfiando o rabo entre as pernas. Tudo igual. Abaixei a cabeça para mais um incômodo, e seguirei assim. Queria ter um pouco menos de freio na língua e medo da aceitação. Inferno. Agora? Agora eu fico aqui, me sentindo a mais solitária das criaturas. Minha companhia está na estrada, voltando para casa. Minha outra companhia está num show. E tem dois seres que fingem me dar atenção vendo um filme na sala. "Agora a gente vai poder ficar mais com você". A minha bunda. Um bufa, outro ignora. Não é de agora, e não vai mudar. Acabou a relação sadia, ficou a financeira (tudo bem, eu admito ouvir conselhos de vez em quando). Estou sendo injusta? Sentir-se em uma visita obrigatória e incômoda faz parte da brincadeira? Se for assim, devolve minha bola, não vou mais brincar.
Eu deixo de lado. Minha política pacifista sempre foi essa: explodir na hora errada para depois deixar de lado. Não haveria de mudar agora. Eu tentei. Pensei em formas maduras de encarar a situação, contei com o conselho experiente, pensei, repensei, tentei evitar a reação espontânea de rejeição, levei em conta os pontos bons, mas no fim o saldo foi igual. Lembrei de junho, quando blasfemei e fui pega, e estava coberta de razão, mas acabei enfiando o rabo entre as pernas. Tudo igual. Abaixei a cabeça para mais um incômodo, e seguirei assim. Queria ter um pouco menos de freio na língua e medo da aceitação. Inferno. Agora? Agora eu fico aqui, me sentindo a mais solitária das criaturas. Minha companhia está na estrada, voltando para casa. Minha outra companhia está num show. E tem dois seres que fingem me dar atenção vendo um filme na sala. "Agora a gente vai poder ficar mais com você". A minha bunda. Um bufa, outro ignora. Não é de agora, e não vai mudar. Acabou a relação sadia, ficou a financeira (tudo bem, eu admito ouvir conselhos de vez em quando). Estou sendo injusta? Sentir-se em uma visita obrigatória e incômoda faz parte da brincadeira? Se for assim, devolve minha bola, não vou mais brincar.
Sexta-feira
No meu celular...
"Aqui em São Paulo a vida custa apenas R$162,20. Os policiais na marginal não mataram dois... (juro que não me lembro do resto). Aqui é o Valdemar de Santo Amaro."
?
"Aqui em São Paulo a vida custa apenas R$162,20. Os policiais na marginal não mataram dois... (juro que não me lembro do resto). Aqui é o Valdemar de Santo Amaro."
?
Tô viva, respirando, com queimaduras pequenas e cabeça quase no ótimo de alienação.
Logo volto. Assim que meu saco estourar.
Surpreendam-se: existe grande colaboração para isso.
Logo volto. Assim que meu saco estourar.
Surpreendam-se: existe grande colaboração para isso.
Sábado
Abelhinha... Thumbs up para o que você disse!
:o*
:o*
