sexta-feira

Teimosia Futebol Clube

Saí do consultório, subi a ladeira e parei no ponto de ônibus mais próximo. Depois de perder dois ônibus, um mocinho me diz para ir para o ponto - coincidentemente - na frente do metrô. E fiquei lá. Passou Lapa, não peguei, passou Vl. Madalena, não peguei. E demorava o Perdizes. O intrigante é que eu me recusava a pegar o metrô, sei lá porquê. Fiquei 40 minutos no ponto, de birra.

Ser eu às vezes pode ser um desperdício de tempo.
Se eu precisava de desculpa para fazer minhas coisas, agora tenho uma na ponta da língua.
"Minha terapeuta deixou!"
É a versão de "o médico mandou não contrariar", para tratamentos de curto prazo.
Isso inclui voltar a ser fumante, me entupir de porcaritos® e passar a noite autista, jogando Game Boy. Porque no mundo da tia Cecília, tudo é mais que permitido.

quinta-feira

*bunda prá cá*
Music makes you lose control
*bunda prá lá*

(Les Rythmes Digitales)
Ótimo artigo

By the way, meu mais novo Mondegreen:

Em "shake it like a Polaroid picture", eu ouvia "shake it like a pony ride pitcher".

em tempo, mais uma:

Em "Jah provides the bread", eu ouvia "And jump rope by the bridge"

quarta-feira

A ficha está caindo aos poucos.
Agora eu só tenho que escolher entre os potinhos "monstros fedorentos" ou "sonho de fadinhas".
This post is for you, fans of Aleks and Leslie, who's been accessing my weblog. They are my idols, indeed.
I'm sorry this blog is written in Portuguese, but all those posts mean nothing, anyway.
However, I'd love to make contact with you all perverts ;o)
Let's make'em a huge fan club!

segunda-feira

Engraçado como a gente acha que não vai sentir falta de algumas coisas que são tidas como ruins. Hoje eu senti vontade de comer o bife mergulhado no óleo com arroz, feijão e farofa da Nilzete, cozinheira do meu antigo trabarghlho. Teve um dia que eu senti falta de cruzar a praça do Barão, em Tatuí, para ir à aula com meus amigos "capiaus", de pegar ônibus em Moema para a faculdade todo dia às 7h, de fazer natação de madrugada...
Que fique só no pensamento. Tem vezes que a gente deseja muito, aí já viu.

sábado

Desenvolvi a teoria de que ônibus são um exercício de frustração. Você está lá no ponto de cada dia, geralmente com entediado, com sono e cansado, esperando o seu coletivo da alegria passar, e assim você enfrentará mais algumas horas de solavancos e engarrafamento para encontrar o descanso no recôndito do lar. Só que o maledeto não aparece. Nem na hora em que você chega e nem nos próximos 40 minutos.
Você começa a delirar. Eu, por exemplo, enxergo o letreiro da Estação da Luz em ônibus que vão prá Pinheiros, Brooklin e Ana Rosa. Vez ou outra até faço sinal, crente que a salvação chegou e está dando seta prá direita. Quando vejo que aquele não vai me levar para casa, fico tão frustrada que dá vontade de sapatear no chão. E por causa disso, chego em casa com o nível de mau-humor alguns graus acima.
Mas um dia eu ainda pego um ônibus errado de propósito, só prá ver no que dá. Talvez eu me divirta e me conforte, pensando "Olha, mal cheguei ao ponto e o meu já passou!".

sexta-feira

Dentre os surtos milhares que tive hoje, que iam desde pisadas na bola profissionais a relógios no chão porque-eu-quero-aquela-droga-de-armação, palavrinhas me salvaram.
Isto é para você, meu caro. "É como um desenho tosco que ficou fofinho". Sim, é, deixa eu mostrar minhas fraquezas e ser feliz falando de futilidade. Deixa a gente achar que nossos livros vão nos tornar capas da Caras e da Bravo, simultaneamente. Deixa a gente acreditar que contribui prá burrice e pro consumismo humano. Pelo menos a gente ri e esquece do que está em volta - e exercita a nossa infâmia.
Você me fez muito bem hoje. O sorriso de agora é mérito seu também!

quinta-feira

13187 projetos na cabeça, idéias saindo pelo ladrão, criatividade latente e vontade ZERO. É desperdício uma coisa dessas. A hora que eu levantar, conseguir me preparar um café da manhã decente, fazer cinco origamis e sair pra trabalhar, peço Dra. Cecília em casamento.

Aliás, você tem alguma tragédia triste-bonitinha de infância pra contar? Estou coletando histórias. Use o Ombudsman.
Mal cheguei e encontrei Fernandinha, que estava umas três séries na minha frente, e a Déa Conde. Elas reclamavam que desde então estavam fazendo cursinho e não conseguiam passar na faculdade. Quando contei que tinha me formado ano passado, senti um peso no ar. Descemos uma ladeira em direção ao que parecia ser uma concessionária que deu espaço para a festa.
Minha classe estava reunida num canto. Karol e Carla estavam praticamente iguais, loiras, matronas e ainda desprovidas de qualquer sex-appeal. Amanda tirava sarro da minha cara. Olívia continuava atrapalhada, e dizendo que precisaríamos de três dias para botar a conversa em dia. Simone me olhava, mas não conseguia dizer oi.
Em determinado momento, Amanda caiu e deu com a cabeça num caco de vidro. Ficou imóvel no chão, e coube a mim e à Olívia carregá-la até o PS. Rica como sempre, a Olívia dirigia (e mal) um Omega-super-duper com luzes vermelhas por toda a volta. Amanda agonizava no banco de trás, até receber alguns pontos na cabeça. Olívia chorava, chorava e chorava.
Este foi meu sonho de reencontro com minha turma de escola. E não duvido que teria sido assim mesmo.

terça-feira

Da série "One size fits all"


Guy Pearce

ai, a boca revirada...

domingo

Say "hi" to the bunny!

Ter minha irmã por perto está me deixando retardada. Não consigo mais falar como adulto.
Aiai...

quinta-feira

Ela disse que eu estava em depressão profunda e deu indícios disso. Eu não fazia idéia, prá mim era drama e só.
Foi mais de uma hora, eu com essa língua presa falei pelos cotovelos. Saí eufórica, querendo abraçar o primeiro que me cruzasse o caminho.
Realmente, terapia prá uma contadora de causos nata é um alívio. Mal posso esperar pela próxima semana.

quarta-feira

(começa trilha de Ivan Lins)
Quando a turma reunia, alguém sempre dizia: ah, Dinorah Dinorah!

Então, hoje eu fui colocar a primeira fase nojo do meu aparelho. Devia ter me preparado para o pior: ele consiste em um céu-da-boca de plástico, com metais retorcidos, que afastarão dente por dente, até ter espaço para o tortinho ficar alinhado. Em outras palavras, parece que desmontaram uma bicicleta e colaram na minha boca. Tá. Agora esqueça Liv Tyler, a irmã do Stan ou qualquer outra pessoa de fala mongol. I'm sofa king we todd it, I speak like a 'tard! Saca o Frajola? Tá igual. Bom...

Um novo tempo, apesar dos perigos (castigos? umbigos?)

Aí eu fui comer com o Djoh, porque hoje é aniversário dele. Fomos no karê e nos esbaldamos. Digo, ele se esbaldou, eu me ocupei em conseguir mastigar alguma coisa com aquela geringonça presa no céu da boca. Triste.

Nada cai do céu, nem cairá

Na volta, eu, do alto de meu vestidinho preto elegante, tomo um tombo e me ralo no chão com a elegância de Dercy, ou seja, que nem bosta. Ralei a mão e feri a dignidade. Tive que ir até o trabalho do Djoh fazer curativo, e descobri que ele trabalha no prédio-luxo que meu namorado morava. Band-aid na mão e um comentário ótimo do Rick:até tombos te caem bem.

Ô Madalena, o meu peito percebeu...

Fui trabalhar só à tarde. Computando: fome, dor de dente, dor na mão, hematomas, espiculamacho de rodinha enfiado na boca.
E ainda me perguntam porque estou irritadiça.

Escuta, Ivan Lins, dá prá encurtar meu inferno astral, ou você ainda tem coisa prá cantar?

segunda-feira

Sento de costas para ele, com as pernas na janela. Observo cada luzinha que se acende ou apaga nos prédios da frente, cada pessoa que entra e sai de um cômodo, e o menino peludo que conversa com o amigo na sala. A família-discussão comprou uma cortina, finalmente. A república que tem todos os tipos de totem da Playboy está vazia. Hoje a velhinha não veio fumar no parapeito. O pardieiro da Frei Caneca ganhou mais lençóis como cortinas. A luz do Fashion Bela Cintra faz sombras de coqueiros na rua.
Desde que me conheço por gente, janelas são de minha predileção. Big Brother é a válvula de escape para quem mora na cidade grande.

sexta-feira

Eu também queria poder falar sobre. Porque me foi especial e agora me sobra o buraco no peito e o suspiro de descaso, como a Raposa e as uvas. Porque foi igual à primeira vez, há dois anos e meio, quando viajei com a cabeça na Torre e o coração em planos que talvez dessem certo, mas obviamente foram pelo ralo. Desta vez também me sobrou o buraco e uma certa implicância de fundo, não pela rejeição, mas sim pelo caráter. Um misto de "estão verdes" com "podem me fazer mal mesmo estando maduras". É tudo um grande flashback com um restinho de lição aprendida.
O lado bom - claro, porque ele existe, sim - foi me ver fazendo exatamente o que a cabeça ou sabe lá o quê mandava. Sem medo, sem travas, sem minhocas invasoras de cabeças boas, mesmo porque eu já tinha lidado com elas algumas horas antes. Fica na memória um gosto bom. Gosto de sedução. E dane-se a rejeição, ela é fruto das nossas dúvidas.

quinta-feira

I've go the Dee-double-O Dee-double-O style.
Alguém aí viu meu boné torto e meu adidas checked?
Um dia eu prometo discotecar só músicas de mexer a bunda.
E, não, meu nome não é "Bioncê".

My name is Mike D and I'm the ladies choice.
A nossa secretária eletrônica possuía uma mensagem bem direta ao ponto: Faça o que deve ser feito. Cabia a que ligava decidir o que devia ser feito - desligar, falar, achar a cura do câncer. Ontem, dona Maria da Impaciência não quis ir a fundo nos pensamentos e deixou cinco meigos recados.

1o.: Alô? (pausa longa)
2o.: (silêncio que denúnciava confusão mental) Alôôô?!
3o.: (impaciente) Senhor Marcelo Freitas, por favor (mais silêncio, talvez esperando resposta)
4o.: Áh-lôôôu! (é, nada)
5o.: Estou ligando para a polícia. (tu tu tu tuuu)

É, pena que era engano, dona Maria. Aguardaremos a polícia munidos de camisas de força nas cores da estação, tudo bem?

quarta-feira

Confissões

* Eu passei minha adolescência grunge sem saber a letra de "Black", do Pearl Jam.

* Meu sonho é aprender a dançar break.

* Durante a infância eu aprontava coisas só para botar culpa na minha irmã depois. E funcionou.

* Eu piro em músicas cafonas e ouço elas non-stop.

* Eu gosto de miojo tomate.

Chega.

terça-feira

Meu presente de Natal

Inclusos: festa, amigos novos, 34 horas acordada, muita chuva, sedução pela culatra, perda de dignidade e um cansaço enorme na volta. Não podia ter sido melhor (mas bem que podia ter feito sol :D).