quarta-feira

As boas compras – por Sarah Beatriz Bondukimann

Tá pobre de marré marré de si, mas não consegue se livrar da compulsão pelas compras? A solução foi encontrada! A, não, AS soluções, porque são duas.

Ok, primeiro para a pessoa pobre-devedora-serasa-vem-me-pegar:

- Saldos Jaques: Fica na Augusta, entre a Jaú e a Itu, à direita de quem sobe (ali do lado da Sarah Nossa Terra). Lá você encontra roupas interessantes numa faixa de R$ 3,00. É, eu não errei o dígito, são três reais mesmo. Claro, a maioria das roupas é, assim, pra pessoas mais simples, mas nada te impede de achar algo básico e legal, ou mesmo “mais modinha” pelo mesmo preço. E, ora, R$ 3 você gasta num ônibus pra subir a Augusta + cafezinho, então trata de ir a pé e morra de comprar!
Nota da babai Salim: Eu comprei duas blusas e um vestido por R$ 10.

Agora para as pobres-que-não-deixam-de-ser-trendy:

- Universo Pop: Primeiro de tudo, livre-se da vendedora com cara da Géris, que ela gruda em você e não sossega enquanto você não levar nada, ou socar a fuça dela, o que acontecer primeiro. Corra no fundo da loja, que sempre tem peças remarcadas e com preço bastante satisfatório. Fique longe das roupas carnavalescas que estão numa arara à direita. A não ser que você tenha uma festa a fantasia para ir. Claro, tem as roupas absurdamente caras, mas eu aposto que você não vai precisar delas. Eu me contentei bastante com as blusas de R$10.

E aguarde a próxima edição, com os restaurantes bons, baratos, e que não vendem “cocrete” do Bairro da Consolação.

terça-feira

*embuída de espírito barraqueiro*

Ah, mas eu tô tão brava, aquele bandido não-per-de-por-es-pe-rar! Ah, mas eu vou falar tudo! Porque quando eu me espalho, ninguém me junta! Ele vai se arrepender de mexer com ego de redatora, ah, vai, e muito! Ele que volte a botar duas capivaras prá mexer em trabalho meu, prá ver! Pois eu vou botar minha saia de sete babados prá rodar!
Agora eu vou comer minhas bisnaguinhas, dá licença!

(ufa, e não é que passa mesmo?)
Num messenger da vida...

- Ai, vou matar meu pai...
- Por quê?
- Primeiro ele me xinga porque eu fui de chinelo na faculdade, disse que é falta de respeito! Vê se pode? Aí, agora ele ta todo fofinho comigo, todo !

Aí a gente imagina o sr. Wakabara, de cor-de-rosa, ilustrando a capa de um caderno, e o povo diz que é sacanagem!

quarta-feira

"Vão as amizades, ficam os dentes (restaurados finalmente)"

Ah, que bom estar de volta ao Clube das Metáforas Infelizes!

domingo

Tia Cecília me mandou parar de beber e eu obedeci por exatos 4 meses. Aí, ontem, resolvi que ia tomar umas cervejinhas, numa boa, sem quebrar. Comecei com uma Cuba-light em casa, depois umas Brahminhas na Torre, e terminei tomando o maldito Toddynho d'A Lôca. Foi o que bastou. Subi a Frei Caneca esbarrando em tudo que passava pela minha frente e me perguntando como que eu fazia, em estados piores, para entrar em casa sem fazer barulho nos meus anos de Tatuí.
Enfim, consegui chegar à Bella Paulista inteira, e, segundo relatos, comi duas coxinhas com ketchup (ECA!) e demorei meia hora para ler um zine de quatro páginas (disso eu lembro, foi realmente difícil). Na saída, a Telma pega um daqueles docinhos rosa e pergunta se a gente gosta de bicho-do-pé. Ao que eu respondo...
* atenção, neste momento tambores rufam, e a platéia toda emudece esperando o gran finale *
- Eu, hein? Coça muito!
Feito o comentário, olho para a cara do meu namorado e ele está rindo junto com TODAS as pessoas que pagavam a comanda naquela hora. Só me lembro de ter feito o gesto adulto de esconder a cara nas mãos e olhar para baixo até passar o efeito da piada.
Hoje eu acordei pensando que fosse morrer.
Não, besta, não de vergonha, já passou. Era de ressaca, mesmo.

sexta-feira

Quer chorar? Mas quer chorar mesmo? Leia a letra desta música. Baixe, se possível, e cante junto, aos prantos. Vale a pena.

Smoke
Ben Folds Five

Leaf by leaf and page by page
throw this book away
All the sadness all the rage
throw this book away
Rip out the binding and tear the glue
all of the grief we never even knew
we had it all along
Now it's smoke
The things we've written in it
never really happened
All the things we've written in it
never really happened
All the people come and gone
never really lived
All the people come have gone
no one to forgive
Smoke
We will not write a new one
there will not be a new one
another one another one
here's an evening dark with shame
throw it on the fire
here's the time I took the blame
throw it on the fire
Here's the time we didn't speak
it seemed for years and years and
here's a secret
no one will ever know the reasons for the tears
they are smoke
Where do all the secrets live
they travel in the air
you can smell them when
they burn
they travel
Those who say the past is not dead
can stop and smell the smoke
you keep saying the past is not dead
well stop and smell the smoke
you keep on saying the past is
not even past and
you keep on saying
we are, Smoke

quinta-feira

A única piada engraçada que já fizeram com a minha tatuagem.

Na cozinha do trabalho, duas funcionárias comentam:
- Aai, que fofinhas as tatuagens dela, né?
- É, eu acho muito legal, tipo, quando é assim, sabe, tem sentido, meu...- uma tentava dar uma explicação poética sobre bod-mod, quando foi interrompida pela colega.
- Olha, se ela tem a exclamação aqui, a interrogação ali, imagina onde ta o ponto final?

Confesso, morri de rir. Foi infame, mas espirituosa, sim!

quarta-feira

Enquanto isso, lá em cima...

- Hmm... Isso não pode estar certo... Ô Pedro! Chega aqui! – Deus estava bem emputecido.
- Chora, mano, digo, Pai.
- Respeito comigo, você é santo, mas não é funcionário vitalício.
- Mal aê, que que foi desta vez?
- Estou desconfiado de que houve maracutaia na distribuição de bênçãos e castigos neste mês. Veja essa menina aqui, a tal da Bia.
- Quequiééé, Poderoso? Ta me acusando de latrocínio?
- Eu não disse nada, só estou achando muito estranho o histórico da menina. Ela teve uma média de 3 bênçãos/ castigo! Isso me cheira a boicote.
- Fiii fifiiii fifiiii..... Oi? Desculpa, não tava te ouvindo.
- São Pedro! Você ta achando que é Boni pra dar benefício pra qualquer um bem relacionado?
- Eu não fiz nada... juro por você! Eu....
- Conta...
- Ta, eu confesso que dei uma mãozinha. Mas, pô, que que é um empreguinho legal, mais tempo pra ser social, mais dinheiro e um tanto mais de amor? Nem deu diferença na despensa.
- Ok, Pedro, você se livrou dessa. Mas se tiver mais um beneficiozinho, você vai trabalhar com o sete-peles!
- É nóis.

segunda-feira

Promessa da semana:

Toda vez que eu ficar triste, por nenhum motivo, vou sair pulando e cantando "Happy happy joy joy".

Que isso não implique em demissão, voltas de camburão ou camisas de força.
Odeio artistas que chamam artistas por apelido. Odeio.
Essa coisa de querer parecer íntimo é de uma falsidade ímpar. Quem é a Crica? Pra mim ela é a Cristiana Olivesga. E gente que vê peça do Zé Celso? E as celebridades amigas do Fausto? E a Lu Braga? Que porre. Como se eu lá fosse íntima desse povo. Ah, e tem o Maneco. Maneco quem? O Maneco, aquele do Leblon e das Helenas.
Mais chato ainda são os La + sobrenome da vida. Veja bem*: La Duarte. Quem é La Duarte? Regina, Gabriela, Débora, Paloma ou Lima?
E tem também o contrário. Gente que chama seus amigos próximos como se fossem celebridades. “Oi, é a Bia Bonduki, namorada do Miguel Young. Eu trabalho com o Ronaldo Bueno, sabe?”. Argh! Muito éricadifreitas pra mim.
É por isso que eu digo: a tendência é colocar sobrenome em sensações. Tipo agora, que meu nome é Dor de Dente Oliveira Ramos. Divertido e amigo.

* exemplo fornecido pelo meu amigo íntimo Djoh Braga Miné Wakabara.
Boas idéias, grandes clichês

Ontem fui ver “O Pagamento” e saí do cinema com uma sensação de que já tinha visto tudo aquilo. E que mais uma idéia supostamente boa se transformou em um ciclo de previsões meio óbvias em que tudo dá certo, na hora certa.
Chega a ser cômico em alguns momentos, por exemplo, quando a mocinha repete no final a mesma frase que ela usou para ser conquistada, e que funciona perfeitamente para evitar que seu amor morra. Ou quando acontece uma explosão de hidrogênio, todos morrem, menos os protagonistas – por mais que eles tenham sido lançados ao chão umas 15 vezes.
Nem pegam fogo!
Ridículo, no mínimo. Uma coisa McGyver contemporâneo. Enquanto o mote era muito bom, quando passado pra tela, virou mais um filme-explosivo-com-grandes-seqüências-de-perseguição.
Divertiu* o fim de domingo, mas ficou a milhas de convencer.

* Fora que a minha vizinha de cadeira, uma senhora, digamos, mais simples e idosa, narrou o filme inteiro pro marido, soltando petardos do tipo “viiiiiixe, exprudiu!” e “que hômi malvado!”.

sexta-feira

Aqui, agora

Almocei com as finas.
Explodiram dois trens em Madri, e o Davis estava jogando PS no momento.
Jantei com a Aline.
Não, o Pixies não vem pra São Paulo. E nem o Placebo.
Vou trabalhar no fim de semana.
Erraram a liderança do BBB.
Comprei uma blusa por R$ 10.
Luma, bombeirão, Eike, Luma, sono.
Pedi água no meio da noite, dormindo.
Sandy & Sênior.
Será que eu saio hoje?
Mundo pede paz.
Eu peço pão de queijo.

quarta-feira

Michelly Mickeylotto's day




Ela é a Courtney Love japonesa, a Barbie tatuada, a Joan Jett de cor-de-rosa, a Luma de Oliveira com uma coleira escrito Homer. A Carla Perez do rock alternativo, inventou os passos de Jelly numa noite de tédio e papai-noéis, e contagiou o mundo com seu carisma de miss.
A nossa musa do verão usa sunga, come abobrinha recheada e luta Ken-pô, tudo isso sem perder a graça e elegância de uma diva hollywoodiana.
Ela é Guelma Michelly Mickeylotto, one and only, dona de nossos corações. Horray!
Upa upa upa cavalinho alazão

Você sabe que seu dia vai ser no mínimo interessante depois que você tropeça na rua, e ouve uma sapata te dizer “upa, benzinho!”.

Esse post ficaria melhor em forma de stand-up comedy:

“Well, that reminds me of the day I was going down the street and tripped over the sidewalk (ho... hoho… hohohoho hahahahaha AHAHAHA).
Ok, guys, ok, but it wasn’t just that… (Uahahahahahahaa clap clap clap!) Thank you, thanks, ok, let me finish it…
So, after I tripped, a well-rounded, I mean, rooound, ya dig, dyke comes to me and goes “Giddy up, hunny!” (huhuhuhuahahahahahah!) Man, I was totally embarrassed! She even winked at me! (ho… hohohohoo)
(Clap clap clap clap!)
Thank you, thank you…
Turuntuntuntssss!

segunda-feira

Vamos lá, Ozzy, mais alto!

As palavras do dia são:

Propaganda de Molico
Retórica
Entusiasmo
Pouca timidez
Melhora
Introspecção
Yiipie Yay
iG-nóbil


Sabe? Eu até que tô feliz, sim.

domingo

Le Grand Cirque du Mique

Sempre tive um problema em relação ao uso de novas expressões no momento mais inoportuno. Ora não se aplicavam ao contexto, ora eram totalmente inconvenientes e diziam mal de mim. Este foi um caso.

No auge dos meus 13 anos, hormônios fervendo, minha amiga Priscila me convidou para o grandioso aniversário de seu irmão, de 17, que aconteceria na chácara/pesqueiro/latifúndio da família. Não pude recusar, afinal o próprio irmão era um gatinho e seus amigos ainda melhores. Quem sabe eu seria paquerada por algum "garoto do colegial" e essa hipótese era tentadora.
Chegando lá, a decepção. A festa era um lanche da tarde para a família, e isso incluía uma fileira de senhoras velhinhas de cabelo roxo, que apertavam nossa bochecha e faziam odes à juventude contemporânea. Eca. O pai da minha amiga ainda por cima era um homem doente, e eu tive medo de algum movimento mal-calculado viesse a enraivescer o sisudo e bigodudo senhor. Calei a boca, e só a abri para comer os salgadinhos.
Uma hora, a tia mais falante da Priscila comenta com os demais sobre a minha evidente timidez (e por que não tédio?):
- Que amiga quietinha a sua, Pri. Um amorzinho, não fala uma palavra!
Ao que eu, espertamente, respondi:
- Que nada, eu sou brasa dormida. É só me dar mais intimidade.
Fez-se o silêncio à mesa. A senhora soltou um "ah" desajeitado e, meio constrangida, emendou um "que bonitinha, brasa dormida..."
Não entendi nada na hora. Algum tempo depois, ouvi minha mãe assuntar com uma amiga sobre o comportamento biscatar de uma menina da minha turma.
- Ah, aquela é brasa dormida, é a mãe virar as costas que apronta horrores!
E eu compreendi, naquele momento, que havia atestado minha "santidade-do-pau-oco" em frente de uma banca de conservadores. Aquilo explicou bem porque eu nunca mais fui convidada para as festividades da Pri.

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sábado

Aubert do Sofrimento Esquisito, dente II

Desta vez, tive que tirar o outro siso superior. Aquela coisa, meu ortodontista adora inventar moda de última hora e eu que pago o pato. O lado bom é que estou na casa dos meus pais, e isso implica numa liberdade infinita de fazer DENGO (infinita na medida da paciência da Dona Onça).
Bom, então lá fui eu pro paciente Doutor Leandro, tentando ao máximo conter minha ansiedade. A meu favor eu tinha a experiência anterior, que tinha sido tranqüila, e a garantia dele de que não ia ser nada complicado. E, claro, não parava de pensar no milk shake do meu pai como pós-operatório.
Sentei na cadeira, fechei os olhos, relaxei os ombros e esperei a anestesia. De repente, meu coração começa a bater rápido, e minhas mãos tremem mais que a do Paulo José. Medo, será que eu estava tão nervosa que não conseguia mais disfarçar? Levantei para fazer bochecho e derrubei água no colo. Como eu não queria que ele notasse, segurei o braço e voltei a reclinar quietinha. Foi quando o doutor disse: "Ô Bia, tu não te assustas porque eu devo ter dado anestesia em algum vasinho, e agora tu vais ter taquicardia e tremedeira por bem uns dez minutos, tá?"
Tá. Vergonha. Tratei de calar a boca, digo, emudecer até o fim do procedimento. O problema não era comigo, era com ele. Ufa! Mas como tudo não podia ser perfeito, o gosto de colher na boca é insuportável, diferente da outra vez.

sexta-feira

"Oi, meu lindo. Aqui tá ótimo, sim, uma verdadeira terapia em forma de compras, roupas novas sob-medida e paisagens maravilhosas. Ontem encontrei um grande amigo de escola, e hoje fui lá no santuário da Madre para agradecer os últimos feitos. Meu dente, ou melhor, o buraco que sobrou dói horrores. Mas o que me chateia de verdade é não te ter aqui, comigo, debaixo do meu braço, ganhando cafuné e melhorando da febre. Me dá mais 33,6 horas e eu estarei aí, só sua, para aproveitarmos o domingo, você me contando quantas camisas trocou durante a noite, e eu brincando de desfile para mostrar minhas roupas novas."

terça-feira

Ma-ma-ma-macarronada dançante na Fazenda Bbbboooonnduki!

Atenção Ilha da Magia!
Preparem seus esqueletos para a presença esfuziante de Bia e Grande Orquestra, cantando os maiores sucessos da sua vida!

Dias: 03 a 06/03/04
Local: Contry Club Trompowski e Jurerê Beach Club Resort Flat Suites
Traje: Esporte-tropical
Capivaras até meia-noite não pagam!

Não perca e leve toda a família!
É diversão garantida até o sol raiar!
Saí do meu emprego hoje, depois de 9 meses de altos e baixos no mundo publicitário. Apesar de ter tomado essa decisão há alguns meses, doeu do mesmo jeito me despedir. Tá, o emprego novo tem inúmeras vantagens, como a gritante melhora na minha qualidade de vida (é do lado de casa, sai em horário decente e vou conseguir, com isso, voltar pra academia), a mudança de cargo (assessora de imprensa) e o salário (oh, céus, como eu precisava disso).
Em compensação, não tem mais Lula e Ju como supervisores da criação, não tem a intimidade e liberdade que eu tinha lá e, pior, começa-se novamente um processo horrível de apresentação. E eu odeio isso, fico tímida demais, muda, sem graça, bananona. Argh, Deus me ajude!
Tá no ar.
Depois de muito custo, dei minha cara a tapa.
Bate, cachorrão!

segunda-feira

Tem hora que dá vontade de soltar o petardo adolescente "Eu não pedi pra nascer!".
Detesto o egoísmo do olho do furacão, detesto cutucar/ter o monte de merda cutucado. Porque fede, eu sei. E eu estou muito cansada.
Esqueça a tal frase "no man is an island", eu não sou obrigada. A minha trincheira chama-se casa dos pais. Lá, eu penso no que quero ou não quero da vida, e aceito melhor - e com mais auto-confiança - o que me aparece.
O que me salva é ter sensatez ao meu lado.