terça-feira

Prá ver como até em sonho eu sou infame, esta noite eu sonhei que o cemitério da Consolação estava com vazamento nos muros. Aí, eu corri anotar uma idéia de nick para o MSN, que era ?Vazamento no cemitério é excesso de necrochorume??.
Cara... Cadê a minha sitcom DO BARULHO?

segunda-feira

Le Grand Cirque du Mique apresenta...
Baiane dos Santos!

(Porque meus micos podem ser acrobáticos)

Nesta viagem de volta, optei pelo último banco, na janela, mesmo sob protestos da minha mãe. "Você vai tomar luz na cara, filha". Torci muito para que ninguém sentasse do meu lado, mas a japinha simpática chegou e se acomodou. "Quer Menthos?". Pegamos no sono. No meio da viagem, acordo com uma vontade incontrolável de fazer xixi e, ao olhar pro lado, vejo que a japinha está desmaiada em sono profundo. Usei de meus anos de excursões com a escola para sair por trás do banco, pulando no "banco de convenções" de trás, sem acordar a garota. Pé na cabeceira, segura no bagageiro e... Duplo Mortal Carpado!
Não sei como, mas caí de cabeça no corredor do ônibus, batendo a bunda no braço da cadeira e aterrisando estatelada de costas no chão. Devo ter desmaiado, ou estava com os pés dormentes, algo. Só sei que levantei como se nada tivesse acontecido, ignorando o copo d'água que o vizinho de cadeira oferecia, e fui fazer o meu xixi.
No outro dia, a dor e os roxos não me deixaram esquecer como dói ser Daiane.

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sexta-feira

A vida é um palco - utilidades a.m.

- Pois é, descobri que vou tocar na Jovem Pan AM. Que merda!
- Ué, mas toca música lá?
- Toca! "Vambora, vambora, olha a hora, vambora, vambora"!

quarta-feira

É bom olhar pra trás e admirar a vida que soubemos fazer
É bom olhar pra frente, é bom nunca é igual
Olhar, beijar e ouvir, cantar um novo dia nascendo
É bom e é tão diferente
Eu não vou chorar, você não vai chorar
Você pode entender que eu não vou mais te ver
Por enquanto, sorria e sabia o que eu sei eu te amo

segunda-feira

Eu não pedi por um bichinho de estimação, mas passei o fim de semana presa a um bode fedido e barbudo. Não fossem os anos de dedicação à prática Wicca, o bichinho teria montado em mim e feito a festa do bode-lazarento enquanto eu chorava. Uma bela combinação de elementos fez com que ele só ficasse ali, parado ao meu lado, sem se manifestar ao menos que eu me descuidasse.

Anote aí a receita e livre-se do bode para sempre:

Elementos gente enquanto humanos:

50kg de tia Isolina, 60kg de Nonna e uns 85kg de Nonno
1 irmã atacada de bobose
1 Telma atacada
Namouradummm que arrãsamm

Elementos engordativos:

1 set de música velha misturado com coca-cola
1 caixa de brownie
1 pacote de Cheetos Frango Pirado (no lixo, claro)
chá mate e nescafé
1 dúzia de bom-bocado

Elementos artísticos:

1 DVD "Balada Sangrenta", com Jimmy Desgraçado Cliff
Canutilhos, linha, agulha e óculos
Idéias customizatórias
"After the Quake", Haruki Murakami
"O Guia do Mochileiro das Galáxias", Douglas Adams

Elementos a mais

1 passagem para Tatuí
R$100
Sonhos uh-tererê

Voilà! Consuma um a um, calmamente, repetindo o mantra "depressão, vá pro diabo que te carregue, porra" por 3 dias e respire aliviado. O bode vai pastar nos campos do sete-peles e você só fica com aquele gosto meio oleoso na boca, afinal se entupiu de porcaria prá compensar o chororô.

sexta-feira

No colegial, Midori e eu éramos a verdadeira Dupla de Criação Inútil. Servíamos perfeitamente para escrever histórias da Elsa Pitt, criar os Produtos Jururu, brincar de Desafio do Dia e treinar para o Pressão Total. Estudar era segundo plano, sempre. Ainda guardo alguns de nossos textos, desenhos, cartas e tudo mais, mas devo ter deixado para trás os melhores.
Aí hoje eu achei este site aqui e me deu uma saudade horrenda de escrever novamente com a Midori. As histórias são idênticas! Tem a Marli (Elsa), a Darcillenny (Elenilde) e o Carlos Manoel (Dr. Wilson). Aiiimm, eu já sei o que vou fazer assim que chegar perto da máquina de escrever da tia Isolina!
Ler Haruki Murakami antes de dormir é um belo exercício anti-pesadelos. "After the Quake" é tão bom, mas tão bom, que mesmo bêbada de sono, eu continuo lendo (e relendo cada parágrafo três vezes para entender) até cair babando em cima do livro.
Essa noite, tive um sonho parecido com o que li. Eu possuía algumas missões a cumprir, e alguns momentos de deleite para viver. Estava em um descampado de uma cidade pequena e assistia a um desfile de alguma festividade, em que as pessoas desfilavam em tanques do exército envoltas em uma camada de hot fudge (tá, eu sou louca). Não lembro de tudo, mas uma hora ouvi a história de um menino que ajudou sua amiga a desvendar um admirador secreto que estava a ameaçando. Descobriram que o tal era um maluco, que fazia altares para a menina, com vudu e bisteca de porco com farofa de pêssego em lata e couve - feitos por minha nonna. Puseram fogo no altar, antes que o "trabalho" fizesse efeito, e o fogo ativou os sprinklers de todas as ruas, que estavam sendo lavadas com sabão em pó. Como resultado, jatos de arco-íris brilhavam pela extensão da rua, enquanto comíamos a bisteca da nonna.
Acordei dizendo "Péra, Miguel, já acordo, deixa eu comer a bisteca!".

Aí, né, aí na hora foi legal, mas agora já perdeu a graça.

quarta-feira

Para meu mais novo projetinho dar certo, é necessário que eu faça um mini-descritivo de mim mesma. E quem disse que eu consegui? Dá vontade de chamar pela mãe e pedir ajuda. Decidi fazer uma cata das minhas manias e ver se assim consigo me descrever de um jeito diferente.

Beatriz adora arrancar lascas da unha * coça a cabeça que nem macaco quando está tentando se concentrar * se veste como a casca de banana nanica para uns, e como a rainha do estilo para os colegas de trabalho * emudece quando fica tímida * tem verdadeiro talento para reclamar da vida * faz piadas constantemente, até que um "dãr" a cale * se preocupa exageradamente com coisas pequenas * tem medo de olhar o extrato do banco * vira mico de circo depois das 18h * tem verdadeiro vício em jogos eletrônicos para retardado e palavras cruzadas * acha fala mole sexy * come feito um animal e depois morre de gastrite * ainda não aprendeu a lidar com dinheiro * sofre de constante preguiça * associa jantar a sopa * dá coices muares quando não entende bem o que lhe é dito * adora uma cafonice * odeia esperar * sai para festas pensando na hora de voltar * gargalha com expressões do tipo "não tem um gato prá puxar pelo rabo" * fala caipirês para relaxar * é a amiga-mano dos amigos homens * toma banho fervendo * deita e não consegue levantar * posterga compromissos como ninguém * enche o saco de quem posterga compromissos * prefere a combinação cama-comida-vídeo * perdeu o saco para se "analizar"

É isso. Deu preguiça e eu preciso empurrar algumas coisas com a barriga. Depois eu volto.
Enfiando a prepotência no fiantã: meu celular NÃO foi clonado. Havia apenas uma Curitiba no meu caminho.
VISHHHHH!

segunda-feira

Ato 1

- Alô? Quem é que tá falando?
- Quer falar com quem?
- Não sei, mas você me ligou no celular hoje, duas vezes, e eu não te conheço.
- Hmmm, deixa eu ver... Não, não fui eu.
- Foi sim, liguei de volta.
- Estranho... - desliga e logo esquece o assunto.

Ato 2

Mensagem de texto:
"Para sua conferência, a conta referente ao mês de maio será cobrada no dia 14/06, no valor de R$119,60. A Vivo agradece".

Ato 3

O clone. Óbvio, meu celular foi clonado. Eu não uso essa bosta o suficiente para ter que pagar uma conta com o meu rim. E é mais óbvio ainda que o sistema está fora do ar bem na hora que eu preciso. Vou ter que "estar ligando, no caso", após as 16h.

Ódio. Da Vivo, daquele bonequinho fidumégua, do Nizan Guanaes, das pessoas cantando em uníssono "viiiivooo", das atendentes gerúndicas, da conta que subiu R$90 à toa. As linhas telefônicas que me aguardem, porque vou botar minhas frutas na cabeça e cantar "chica chica bon" até me pagarem de volta o que eu não gastei. Porque pobre é fodido mesmo, não basta estar em modo "mindingo" de vida, que aparece mais pepinos prá resolver, e dos caros. O próximo gerúndio que eu ouvir, eu mato!

terça-feira

Ai, estou ficando sem ar. Eu preciso dela para viver e ser feliz. Alguém ouviu? EU PRECISOOOO!

segunda-feira

Ultrapassando as normas da babaquice tolerada

O recalque é um veneno que deixa a mais bem-intencionada das pessoas suja. Quando junta com o grande apreço pela fofoca, então, só piora. Marocas, destila veneno na janela, de bobes. E o melhor: sem motivo aparente, não fosse o recalque. Dá vontade de rir, se não fosse tão ridículo. É por isso que eu, altiva, digo:
- Você, prá mim, problema seu.
Basta olhar em volta, corações. Eu não fui o único alvo do recalque desgovernado. Atingiu a vários, próximos ou distantes. Fez-se passar por Santo Graal, necessário, impossível de se viver sem, quando, ué, você tava aqui até agora?
Cut the crap. É o que eu digo. Não tem assunto? Faça o favor de ler um jornal, ou se olhar no espelho.
E um beijo especial para vocês, confidentes. A minha sombra será sempre a melhor companheira. ;o) Ah, e não se esqueçam de se martirizar por terem sido ombros largos na minha tristeza.

Citando meu sábio avô: "Ninguém inveja do mendigo embaixo da ponte".
- Ô mãe, você ficaria de bunda de fora pra me ajudar?
- Já fiquei.
- Quando?
- Como você acha que você nasceu?

A vida é um palco - "Saindo bem de uma cantada"

Vader diz:
Telma.... uma mulher pra chamar de Minha
Telma diz:
hahahahah Minha Micheloto

domingo

Mais um fim-de-semana, menos cansaço acumulado e mais esperança numa semana de três dias. Mas são elas, as pequenas coisas, as clichezentas, que melhoram tudo. Enrolar na cama, encapar móveis com cafonice, tomar coquinha (ai, Deus, eu preciso beber!) com Juju e Djoh, fazer uma lauta feijoada para os queridos, ver filme abraçada a um menininho de 4 anos que insiste em dizer que o Pluto nasce de um vulcão, ler um texto suspeito e chorar porque ele fala de amor.
Peguem a última e transformem em um momento especial. "Porque você também não sabia onde estava pisando quando começou tudo isso". Essa frase me pegou de jeito, pinçou precisamente o nervinho necessitado de um pouco mais de verborragia diária. Torceu a faca no estômago, faminto por algo mais que meros uiuiuis. Socou o vácuo.
E eu fico aqui, achando que isso passa como fome de pobre: dorme e esquece.

sexta-feira

Ah, mas eu sou TÃO engraçada...

- O Fabinho tá dizendo que o Rubens Ewald Filho ficou interessado em minha pessoa! Ecaaaaaaaaaa!
- Hahaha já pensou?
- NÃÃÃÃÃO
- Ah, ia ser engraçado, vaaai.
- Ia, mas eu não quero!
- Tá bom, a gente tira ele do seu caminho.
- Pede pra Oxum e Oxumaré no dia 13 de todo mês com uma rosa vermelha e outra amarela, embebida em pimenta e sal grosso.
- Tá, eles moram onde?
- No XUMARÉ?
- AEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE
- Ganhei!

quinta-feira

Minha mestra lançou a moda: nós, como bons habitantes de Guam, devemos aprender Chamorro com perfeição.
Neste site você aprende a falar como um nativo, e ainda pode fazer as lições em áudio.
É divertido e serve para muitas coisas. Por exemplo: eu nunca mais vou responder em português às aporrinhações do dia-a-dia. Chamorro será minha língua oficial da grosseria. Aliás, vou dar uma olhada na lição "palavrões".