segunda-feira

O Tadinho, meu caçula, passou a semana me enchendo de links bons. Pena que é tudo gastativo. O dia que eu for concursada como ele, vou gastar todo meu ordenado nessas coisinhas.


Pin-up toons

Daddy O's
Lucky13

Por enquanto eu uso o ordenado da dona Cridi, que está milionária no estrangeiro.
Redhead Seslaf, conta aqui prá gente: ainda vale aquele lance de atestar tpm para livrar alguém de um crime? Porque se valer... uaaahahaha!
- Pai, estou namorando.
- É mesmo, filha? Quem?
- Ah, ele é tão especial... Você já deve ter visto ele por aí. É loiro, alto, de família rica, quatrocentona. Os pais são políticos limpos, influentes; os irmãos são artistas como ele, poéticos, sensíveis. Acredita que ele já compôs músicas para mim?
- É mesmo, filha? Ele toca violão?
- Toca, e canta também. Fez fama aqui, em NY, na Alemanha. Mas ele não quer viver para a música, sustentando o sistema. Ele é mais velho, sabe? Mais maduro, já se relacionou com vários tipos de mulher, e nenhuma fala mal dele. Ai, ele é tão cheio de estilo. Onde a gente vai, todos olham. Me sinto uma rainha perto dele.
- Que bom! E quando eu vou conhecê-lo?
- Agora, ele está aqui.

Surge o macho na porta. Loiro, alto: confere. Família importante, pais políticos: confere. Mais velho: confere. Estiloso: hmmm.
- Eaê, papitow! Vim pegar sua mina prá dar uma volta.
O pai dá um tapa na testa e vai pensar onde foi que ele errou.

(senti isso depois de ver o nosso charada causando numa padaria com a mina dele. medo. tristeza. horror.)
Todo ano, em janeiro:

- eu começo a ter chilique por estar acima do peso
- meu computador no trabalho dá pau
- viro monstro e tenho ataques imbecis por quase nada
- juro que se chover mais um dia eu mudo daqui
- resolvo alguma coisa que não cumpro

E o que me irrita mais é saber que você, senhor Ivan Lins, está por trás de tudo isso!

On the other hand... como é bom chegar em casa sozinha e saber que estou cada dia mais apaixonada. E como é ruim a parte do "sozinha", pelo menos até a próxima ligação.
Brrr...

domingo

Quando tudo está perdido, sempre existe a Renatinha.
(Renato Buço)

To the rescue, here I am.
(Renata Marley)

I'll be there for you, these 5 words I swear to you
(John Bon Junqueirovi)

Seu domingo está terminando no cu mode? Call her, don't be afraid...
Tem horas que não vai ser a APAE que vai curar seu mongolismo.

sexta-feira

A vida boa de quem tem contatos:

Fazer o release de uma sex-shop de luxo e receber metade em pro-du-tos.
nham nham
ah, que maravilha é ser princesa!


Vão e se esbaldem!
Pior que estar de mau-humor é ouvir elocubrações sobre... o seu mau-humor.

quinta-feira

Se a vida é um perde e ganha, eu tenho milhões de valores x para receber. Num impulso mártir-do-mundo, escrevi uma lista de coisas que eu fiz pelo bem da humanidade e não me foram naaaada agradáveis. E, é claro, eu vou querer receber por elas mais tarde.

- ficar esperando: ser apanhada, alguém se arrumar, uma pessoa chegar, um dia específico acontecer.
-
explicar piada
- agüentar umbigocentrismo
- segurar choro
- lidar com inveja com muita humildade, para que o ser verde invejoso não se sinta mal
- pedir para me mandarem flores, já que esperar pelo ato é difícil demais (é, você se safou, mr.)
- passar fome
- ficar no trabalho até mais tarde por incompetência de outros
- engolir sapo quietinha "porque é feio ser franca"
- segurar a língua na hora de fazer um comentário maldoso, porém edificante
- ficar sem dinheiro
- ouvir desaforo de empregada, zelador, funcionário de repartição
- queimar no sol
- comer comida ruim e/ou que eu não gosto
- passar frio/calor em excesso
- ter sua vida toda nos trilhos e fingir acatar palpite de quem não vai ajudar mesmo
- sorrir ao invés de bufar (tarefa dificílima)
- agüentar você, você e mais você.

Agora de volta à programação, fazendo meus sacrificiozinhos.

Fiquei com vontade de fazer escova.
Paidocéu, do que uma tpm acompanhada de dor de dente não é capaz?
-
Eu gostei do blog da Criz, mas como ela pede prá não divulgar, eu fico quietinha.
-
"E o escapismo é a palavra da vez pra gente zuar hahaha Tá super usando esse termo. Qualquer merda é escapismo no mundo da moda. "Aim estou usando essa cor amarela, a cor do escapismo..." haha Vai chupar uma rola, vai. Aliás é o que o povo mais faz pra conseguir alguma atenção nesse meio. Vamos falar a real haha Mas então dá pra usar como gíria numa coisa presente no nosso dia-a-dia, principalmente nos relacionamentos afetivos, só não tinha um nome definido. Agora tem haha Tipo, um exemplo: rolou um escapismo no relacionamento de Fulano(a) haha"

Vishhh, copiei memo
-
Já venho, acabou a idéia.

Lady Elsa Nigga

Lady Elsa Nigga
Lady Elsa Nigga,
originally uploaded by Kill Joy.
Me! Me! Me!
Pela pena certeira de Telma.
O prédio está tomado por policiais e curiosos, numa suspeita de bomba no 5o andar.
Definitivamente, ninguém aqui pode reclamar de tédio.

quarta-feira

Xênia e você

sol em aquário, ascendente em libra, lua em capricórnio. welcome to the wonderful world of astrology!
diagnóstico preliminar: é toda soltinha, ama liberdade, surge na vida dos outros sedutora, linda e vaporosa, e no fundo no fundo precisa é de alguém que lhe dê segurança!

Finalmente descobri de onde vim, prá onde vou, e se preciso de um homem prá chamar de meu, nem que seja a Marina Lima.
gosto de sangue na boca
não é metafórico, eu realmente estou com a boca sangrando, non stop, chato demaaais. tirei hoje o aparelho roda-de-bicicleta-aranha do céu da boca, e a sensação é a mesma de tirar gesso depois de muito tempo com o braço na tipóia. a comida faz cócegas, o gosto de metal dá vontade de desmaiar, e comer chocolate é um sonho distante. o dia que eu tirar o aparelho, cairá uma tábula zerada dos céus, com crédito vitalício em roupas e sapatinhos. alguma coisa em troca eu tenho que ter.

Mais uma vez eu fui ao SPFUók, e mais uma vez me aborreci. Figures. Assim, ganhei o convite de uma amiga, e fui prestigiar a marca em que ela trabalha. Claro, não deixei de lado a oportunidade de ficar ligada no que é ?tendência?, afinal eu vou precisar de um mínimo de conhecimento. Depois de muito enrolar e tentar passar o convite adiante, catei um táxi faltando 15 minutos pra abertura da sala e fui.
Aí começam os erros que me irritam nessa semaninha:
- Pra conseguir um convite para o desfile, você precisa ser alguém. Uma vez na fila, você volta ao cargo de ninguém, com seguranças te tratando com incompetência, já que desprezo é algo muito pessoal. Como assim você não sabe que fila pegar? Fica aí plantada e não abre o bico.
- Você sempre descobre um amigo deslumbrado nessa época. É aquele que acha uma dificuldaaade te dar atenção quando está acompanhado de amigos jornalistas. E você descobre que fica muito mais elegante indo sozinha ao evento. De bando, é feio.
- Não sei se é coincidência, mas toda vez que vejo um desfile, tenho a impressão de que as modelos puseram pijama e plataforma. Sem querer desmerecer a coleção, que estava, sim, bonita e usável. Mas que parecia pijama, parecia.
- As Decanas da Moda que me perdoem, mas eu aprendi que xale não se usa com sandália de dedo aberta. E a Pascolato sempre usa. Pode botar na maior casta da moda que eu vou continuar achando feio.
- E as Tayânnis, que vão lá para serem descobertas? Pai do céu, quanto medo.

E assim foi mais uma tentativa de me interessar por moda nesse grau. A partir de agora eu assino o GNT e assisto tudo no conforto do lar.

segunda-feira

Eu já ouvi todo tipo de desculpa na hora de dar um pé na bunda, mas me chamaram a atenção dia desses:
- "tive pena dele e fiquei". ótima explicação prá um chifre.
- "vou reatar". devia ser 'atar' somente, o 're' da coisa tava tããão em outra.

Alguém já ouviu aquela música do Rancho, que diz "nosso namoro acabou porque a comida da sua casa era uma merda"? Inspiração garantida!

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- Me dá um pouco de atenção quando terminar esse colar?
Essa frase acabou comigo ontem. Mas eu fiz por onde. Deixa uma maníaca por riqueza distraída no mundo das miçangas prá ver o que acontece.
Sorry.

--

Esse ano o Ivan Lins tá pegando mais leve comigo. Não faz mais do que a obrigação. Ou será que ele era só uma bela desculpa?

--

I'm so excited
I just can't hide it
I'm about to lose control and I think I like it
Uoooooou ié

sexta-feira

Disse o elegantérrimo Rodrigo-meu-nego, o negócio é fazer "tum". Encheu o saco? Tum. Encheu de novo? Tum. Não tem simancol? É tum. De tum em tum a gente constrói um caráter alheio melhor, nem que seja a duras penas.
E tum prá você.
Palavras que pululam nas colunas em época de SPFW:
carrapetas

e.g.: Nas carrapetas Zé Pedro anima os fashionistas e as lulus.

(vômito)

quinta-feira

Cansei de brincar de Big Brother. Te mando pro paredão.
Levanta, leva o copinho, enche o copinho. Entra no banheiro, faz xixi, lava a mão e leva o copinho cheio prá mesa.
Essa é a rotina de quem tem medo de sanguessugas pregadas nas costas (o Raiji que falou!)

-

Ah, sim, e eu falo falo da minha gastrite, mas não conto que meus almoços nos últimos dias foram de Miojo e seus convidados. Convidados como Doritos, hamburguer na chapa com mostarda, cookies e chá mate, é. Aí eu vou no natureba vietnamita e fico passando mal - e olha que nem serviram cachorro!

-

Voltei a ser adolescente. Minha barriga fica com borboletas de novo.

-

Tem gente compulsiva por comida, por remédio, por Gisele Bündchen, por compras. Eu sou compulsiva por fazer bijuterias. Descobri isso ontem, quando fiz uma esperando o Rô sair do banho, outra esperando o miojo ficar pronto e mais uma esperando o Newber prá ir na ioga. Meu tratamento em dinheiro, tá?

-

Minha casa tá virando centro de agito cultural. Às vezes eu mesma me dou ânsia.
Ah, sim, eu não seria a cobra que sou se não contasse o final feliz do gordinho:
Casou, às pressas, com uma surda-muda.
(não, eu juro que não vou falar que só assim para aguentar o pobre)

quarta-feira

Maldito o Orkut Buyukkokten.

No meio dessa onda global de formar comunidades na internet e, consequentemente, encontrar pessoas perdidas no passado, é inevitável se surpreender com o rumo que alguns tomaram, física ou psicologicamente. Tem aqueles que você olha e fala "benzadeus, menina, como o tempo foi bom para eles!". E tem os que você só olha e chora. De desgosto, de arrependimento, de vergonha. E convenhamos que, numa lista com mais de 450 pessoas, você vai acabar encontrando bem uns 200 motivos para rir ou chorar.
Ontem eu fui xeretar numa comunidade da cidade em que cresci, e o encontrei. Chorei, claro. Mas antes de eu contar como ele estava, vou contar como ele era.
Eu tinha 14 anos e um namorado gordinho, com uma vocação enoooorme para entrar para o M.A.D.A. (inclusive eu aprendi muito do meu drama com ele). A relação já tava no saco, a gente já tinha terminado umas duas vezes, e naquele carnaval o Adolpho apareceu. O Fofo era de São Paulo (+5 na escala caipira apaixonada), ia dançar no Columbia - e dizia ser "promóter", com seu sotaque mooquense -, fazia o maior sucesso com as meninas da cidade e foi arrastar asa justo pra quem? Pra mim, a senhora compromissada ma non troppo. Seu único defeito, que não interessava muito, era o fato de ele estar na 8ª série com 18 anos. Tsc, quem liga?
Começava ali o Carnaval da Desgraça. Fofo ficou com a prima biscate de uma amiga nossa, e eu fiquei a ver navios, digo, com o meu namoradinho. Acabou o carnaval, e um mês depois, acabou o meu namoro. Livre, eu ia poder fazer maravilhas com leite moça, melhor, com o Adolpho. E de fato começamos a agilizar um esquema. Ele me ligava, eu mandava cartas - às quais ele não respondia, porque era péssimo em gramática -, ele ligava de volta e assim ia. Quando ele vinha para São Roque, dávamos um jeito de nos ver, porém, o gordinho, ainda ferido pelo pé na bunda, SEMPRE dava um jeito de enredar pra minha mãe. Fim de namoro aos 14 anos pedia resguardo. Não era pra eu ficar com ninguém pelos próximos seis meses, ou eu ia ficar falada (veja bem, era o ano de 1995, moças de família não podiam se expor, segundo mamãe). Então tinha toda uma TFP controlando meus passos, para que eu não caísse nas graças do galã do Parque São Lucas.
Teve um dia que foi o extremo, e foi aí que minhas chances se esgotaram com Fofonolisi. Estava num aniversário com uma amiga, e pedi para o namorado dela ir buscar o bofe em outra festa, na qual o ex estava. Resultado: mal cheguei em casa e minha mãe sabia de tudo, me dando a maior comida de rabo de toda a região. Fiquei sem o bofe e sem sentar por todo o sempre.
Bom, aí conta 9 anos e a gente chega aqui, eu velha e compromissada - desta vez com um certinho da cabeça - mexendo no Orkut. Encontrei o Adolpho e quase caí da cadeira. Ele está casado. Não só isso, ele está careca (ele tinha cabelo comprido, for Christ's sake!), gordo e tem uma filha lindinha. Ele tira foto "funcionário do mês". Ele está desesperadamente cafona, feio, triste.
Ainda bem que eu não fiquei com ele.
Louvados sejam meu ex e minha mãe por não deixar.

E finalmente posso dizer que Orkut é cultura, e não só mais um ponto de encontro de sumidos, reencontro de desafetos do passado e conhecimento de novos affairs.

Rami: Bonduki... em verdade é bonduqui.. (mas o q importa é a pronúncia)...
vem do verbo Bândaqa e dizemos Bândaqa para ele.. significa Olhou fixamente para ele .. bunduqui (ou bonduki ou bondoqui) é o relativo ao verbo bândaqa... por isso.. o ouro (em árabe é Dahâb) leva tbm o nome de bunduqui ... daí q veio o nome da cidade Valenza em árabe se chama Bunduquíah... por q é famosa em ouro
(tbm avelã se chama búnduq.. isso parece com o olho bem aberto aredondado..)

Esse cara sabe TUDO de árabe, é quase uma maquininha de tradução. Ele conseguiu - veja você, mamãe - traduzir o nome Najua sem usar poesia, nem usar termos chulos, como aquela sua amiga fez. Tá lá na comunidade Sangue Árabe, para todos os brimos que se interessarem em suas raízes.

terça-feira

Wondering in gape

Porque ontem o bode estacionou ao meu lado, e eu comecei a rever alguns fatos e algumas atitudes que venho assistindo. E duas coisas me prenderam demais a atenção. Uma delas, foi a nova intenção durante o relaxamento da aula, quando pensei em meu corpo como a ferramenta essencial para me transformar no que ainda quero ser. E agradeci meus dedos por escreverem feio, mas do jeito que eu quero, e por serem desajeitados, derrubarem tudo, mas responderem aos impulsos criativos que meu cérebro manda. Agradeci minhas pernas por serem gordas, mas não serem tortas, e armazenarem energia para que eu suba um quarteirão a toque de caixa, para chegar mais rápido em casa. Agradeci, principalmente, meu cérebro. Ele produz nóias, eu sei, ele inventa milhões de mentiras que eu conto prá mim mesma, mas ao mesmo tempo ele me faz contar piadas imbecis, criar infâmias desgraçadas e ter idéias aproveitáveis.
Em resumo, eu só não me xinguei por ser um protótipo mal acabado de hiponga, porque era um momento de paz. Não que eu não merecesse, mas é quase inevitável não virar quiximbira quando se pensa em corpo, energia, vida, pau no cu...
E a outra coisa foi um tanto cármica. Eu pensei em Lakshmi durante o dia (a tal da indiana que ia me sacanear), eu tive Lakshmi. Eu pensei em poliamorismo - não pelo lado legal da coisa, e sim em uma situação x - e li sobre. Tudo aquilo me atingiu como se eu tivesse passado o dia esperando. Meu bode não passou, mas diminuiu consideravelmente.
Se transformou em vontade de ter efetivamente algo, criar e produzir, sair do bundamolismo que me cerca e me tolhe. Um efeito de hecatombe nos meus planos, prá ver se só assim eu sou atirada à vida que eu quero ter.

segunda-feira

Whenever my life gets me so down,
I know I can go down,
To where the music and the fun never ends.
As long as that music keeps playing,
You know what I'm saying,
I know that I can find a friend,
Down at the Roundhouse

Eu amava essa série americanóide boba. Afinal, eu era exatamente assim com 13 anos.
Destaque para o episódio que eles cantavam "Sex Education", e o aluninho da minha mãe gritava prá mim "Eles disseram SAD! Eu ouvi!".
Mas... eu jurava que o Bezerra da Silva JÁ tinha morrido. No dia 25 de setembro, eu lembro disso! Vi na TV da padaria, antes de fazer minha tatuagem.

Bom, há algum tempo eu também podia jurar que o Saddam Hussein tinha morrido. E a guerra no Iraque nem tinha começado (foi em 1997 que eu tive essa impressão). Ele tá vivo, né?

sábado

Tira isso da minha cabeça que eu quero trabalhar!

Ai ai amor, meu bem, você errou mais do que eu.
Ai ai amor, meu bem, você errou mais do que eu.
Não dá pra mim, não dá pedal, não tem perdão.
Se eu errei, você errou mais do que eu.
Falei por mim, falei por ti, falei por nos.
Ai ai amor, meu bem, você errou mais do que eu.
Ai ai amor, meu bem, você errou mais do que eu.
A minha mente é super quente, mas você não entendeu.
Sou um cão de raça amestrado, que faz de tudo meu bem.
Mas que às vezes é mal domado e não perdoa ninguém
Ai ai amor, meu bem, você errou mais do que eu.
Ai ai amor, meu bem, você errou mais do que eu.


Beto Barbosa, profeta e cintura-de-mola.
- Estou tão caída que até existir me cansa.
Frase dita depois de dois dias dormindo mal, um whooper combo, um sorvete de brownie e uma existência dolorida.

shhh, nem UM pio.

sexta-feira

Ceninha bizarra da noite

Desci para levar Renatinha até a porta. Àquela altura do campeonato eu já não sabia a cotação do dólar, mas lembrava meu nome. Entrei com um cigarro aceso no elevador. Na porta do prédio, um casal entrava, e perguntou se eu queria que segurassem o elevador prá mim; eu disse que sim. A Renatinha deixou prá botar o rádio no carro, arrumar a bolsa, pagar o flanelinha, fazer o testamento, tudo, enquanto o cara segurava a porta e contava até cinco. Entramos e subimos. A menina vira prá mim e pergunta meu nome. Ela parecia a Júlia, só que de olhos azuis, aparelhos nos dentes e um canino faltando, parecendo arrancado. Respondi e puxei assunto com o velho "onde vocês moram?". "No terceiro", disse o cara, "eu já falei com você, lembra?". Lembrei, com muito esforço.
Então a menina pegou meu cigarro, ainda aceso, e pediu um trago. Nem respondi e ela tragou e me devolveu. Desceram falando que o cérebro deles não agüentava mais tanta "coisa" (agora tem outro nome, aham?). O cara ainda falou prá menina que era legal encontrar gente no elevador (HÃ?) e a porta fechou. Subi prá casa com cara de interrogação, bem grande.
De fato, tinha alguma coisa naquela torta.

quinta-feira

Aberto o lojínia do Brima Bonduki
encomendas pelo ombudsman

quarta-feira

AUTISTIMA [au-ts-tchi-ma] - aquilo que a gente tem, que às vezes fica baixa e a gente se sente feio e chato, e às vezes fica alta, e a gente irrita todo mundo em volta

Pronto, patenteei!
É tarde, mas em tempo.

Achei esse questionário num blog que eu leio sempre, e gosto bastante, e gafanhotei pra mim.

Melhor coisa que fiz para mim
Resolvi, ainda que tarde, mexer com minha criatividade.

Melhor coisa que fiz para alguém
Dei colo para quem precisou.

Melhor coisa que fizeram para mim
O Rodrigo me chamar pra morar com ele. E meus amigos, por serem o que são, me fazem bem.

Pior coisa que fiz para mim
Voltei a fumar (mas já parei)

Pior coisa que fiz para alguém
Pus de lado a importância dele por uma diversão qualquer.

Pior coisa que me fizeram
Traíram a minha confiança.

O que disse que ia fazer e fiz
Gostar de mim

O que disse que ia fazer e não fiz
Renovar minha carta, viajar pra Europa, sair das dívidas

O que disseram que iam fazer por/para mim e não fizeram
Vir para o Brasil.
E um certo casal jurou que ia me visitar.

Momento mais feliz
Todas as Kleberfests, de verdade.

Momento mais angustiante
Não ter casa, num momento que eu não precisava de mais essa angústia.

Momento inesquecível
Show do Pixies, metade do celular dentro da boca, desespero de não encontrar nem Telma, nem Cridi. Primeiros acordes e eis que Michelota passa!

A música ressuscitada do ano
Blister in the Sun

A música que me guiou durante o ano
Smoke e Bruised.

O meu lema foi...
?Love just leaves you bruised?

A nota para este ano
Oito
finalmente, minhas viagenzinhas tão sonhadas de curto prazo estão acontecendo/vão acontecer.
finalmente, eu tenho amizades que de fato me acrescentam mais do que qualquer pretensão.
finalmente, eu consigo tocar meus projetos e dizer não aos programinhas.
finalmente, minha arcada de baixo está alinhada.
tá me dando mais vontade de escrever, parece que um livro de possibilidades se abriu à minha frente. e eu vou meter as fuças nele, porque eu posso ser menina, mas num sou boba não.

terça-feira

Make it worth it. Quem lembra de gastrite com uma dessas?



esse é pra ti

fofolete, tu é uma fofa!
bendito o dia em que te vi toda linda lá no orkut

(o orkut funciona!)

e depois no flickr

(que lindas, e cibernéticas,
as relações deste século...
vou lembrar delas pra sempre:
a década em que fiz amigos
em que fiz amores
e patifarias (no bom sentido)
sem nenhum contato físico
e nem olho-no-olho
e nem conversinha inútil)

(será isso o verdadeiro contato de almas?)...

bem vinda à minha vida confusa
ainda que de longe

e quem sabe um dia
bem de pertinho

Então tá! Minha autistima gradece.
Estou ouvindo Heart. Teve um dia que eu baixei Stevie Nicks.
Minha terapeuta precisa voltar logo.
Hora da meditação, ontem à noite.
"Tragam intenções boas para esse relaxamento, pensem em sentimentos bonitos, respirem trazendo esses sentimentos à tona"
Eu pensei em amor, e me doeu a boca do estômago. E não era assim. Amor me trazia calma, me fazia sorrir um sorrisinho besta, e suspirar alto, sem sentir a pressão do nó na garganta. E eu me condicionei a ficar assim depois de alguns amores errados, amores de uma só mão. Passei a tratar do assunto como algo dolorido, sofrido, dramático, desconfiado e triste. Me lembro perfeitamente da noite em que contei prá minha mãe que não era mais virgem, e chorei até umas 6h da manhã. Tocava no assunto, chorava. Falava de algum casinho, chorava. Só faltava chorar na vara.
Só que essa fase já passou, e o sentimento (super sugestionável) permaneceu. Hoje sou calma, rio mais fácil mas continuo a sentir as dores, só de pensar em amor, e não de vivê-lo. Porque o que eu vivo é uma disputa de lambidas durante o BBB5, uma refeição engordativa sem fim, um troca-troca de xingos bestas, coisas que não me doem fisicamente nem mentalmente.

segunda-feira

Deixando a missa mais legal

Longe de mim blasfemar, não é esse o propósito. O problema é que, com a chegada de mais variedades eclesiásticas, as missas estão se tornando tudo, MENOS um culto onde você vai orar e aprender uma passagem da Bíblia. Eu quase não vou à missa, e quando vou, geralmente me irrito. É um tal de cantar com as mãos prá cima, rezar de mão dada, benzer o amigo ao lado; eu não quero isso, eu quero ir lá, rezar, falar com a minha santa e sair mais leve. Em dia com minhas obrigações cristãs, pronto. Seria melhor se as missas não tivessem:
- a doação do dízimo na frente de todo mundo - caridade se faz de mão fechada.
- a tal da paz de cristo - que coisa mais falsa, pai do céu, deixa a pessoa orar prá quem ela gosta. faz parte dos 10 mandamentos amar ao próximo, mas, sem forçar.
- o Pai Nosso de mãos abertas - acho cafona, desnecessário, e muito mais fácil você fazer a sua reza para si mesmo. fica aquela disputa de quem ergue mais a mão e reza com mais empolgação, e igreja não é lugar de disputa.
- a missa carismática - eu faço ginástica na academia, ponto. igreja não é lugar de dançar.
- o coro, ai quanta tristeza - custa colocar um grupo de jovens AFINADOS? tá, pobrezinhos dos homens de boa vontade, mas tem coro que dá vontade de chorar! e o tecladinho carnavalesco? sou a favor do canto gregoriano. é sério.

Eu fui batizada na Ortodoxa, que tem uma missa muito mais bonita, em latim e árabe, cantada, mas eu não consigo assistir a uma sem sair chorando. O tal de "por séculos e séééculoooos" me mata.
Vou ali me filiar ao Agnus Dei e promover uma reforma católica.

sexta-feira




Eu preciso!
"Train In Vain"
versão ?malucões no carro da renatinha, u-hu (uorgh)?


Nananana
Nana
by your man
Nananana
Nanana
nderstand
Nanana love me and that's a fact
Then you left me, nenenené

Well some things you can explain away
But my heartache's in me AND SAAAAY

[Chorus]
IF you stand by me
No, not at all
IF you stand by me
Oh, babe

quinta-feira

Você tem a audácia de me fazer uma cobrança dessas, então a senhora sente quietinha e leia até a última linha, ok?

Por todas as amizades que eu tenha, não me deixa de fazer falta aquelas que me acrescentam alguma coisa, que me dão gosto conversar, que me dão saudades no fim de semana, que são ótimas parceiras de tango. Eu não faço além por quem não me interessa. Eu sou uma puta de uma relaxada se não vale a pena, e prá me valer a pena, tem que VALER A PENA, sabe? Cada música que cabe, cada surpresa num dia ruim, cada piada pela manhã é uma vontade a mais de manter sua amizade prá sempre, de botar meus filhotes na mesma escola que o seu e torcer pra um deles se interessar pelos meus (hahaha). Então agora vamos ali fora, eu te soco a cara um tanto e você para de agir como se tivesse 16 anos, tá?
Amiguinha.
Hohoho
Te bato com a minha Hello Kitty!
Impressionante... 5o dia do ano e eu já fiz algumas 5 amizades novas. Adoro assim. Mas eu bem sei que é só por causa da fama, viu, Judite? Que se eu fosse uma mindinga, tava todo mundo mi inguinorando.

quarta-feira

Teve o dia que eu fui ao banheiro com meu coleguinha de jardim da infância, e saí contando prá professora que "o pipi do Giuliano era igual ao do meu pai".
E fez-se o silêncio.
Inconveniência sempre foi uma granda característica minha.
Demorô para abalar

Minha cabeça faz umas coisas que são difíceis de conceber. Numa manhã de junho de 2003, eu acordei com um riff na cabeça, e não sabia de que música era. Deixei quieto, porque uma hora eu ia lembrar e beleza. Só que chegamos a 04/01/2005 e nada. Já tinha ouvido meus cds menos mainstream, minhas fitas velhas, minha pasta de música bagaceira, certa de que era uma música meio desconhecida mesmo e por isso que eu não lembrava. Aí hoje eu acordo com vontade de ouvir hello kitty kat, do smashing pumpkins, e coloquei o cd. Logo em seguida, ouvi landslide, uma versão que eles fizeram do fleetwood mac - que eu acho super cafona - e fez-se a luz. Era aquilo! Alívio! Minha cabeça descansa tranqüila a partir de agora, posso até parar com os ansiolíticos!
Landslide, landslide, landslide!

terça-feira

Baaaah, que droga. Esse ano eu disse que não ia acreditar nesses lances de inferno astral e depressão e azar e tpm e o caralho. Só disse.
Se for ver, não é prá eu acreditar mesmo, não é prá ter uma desculpa na manga. É não fazer e pronto. Agora, quem segura a diaba na hora?
Vou lá me enfiar num buraco e só sair amanhã.

segunda-feira

Now serious.

Ano-novo incrível. Saímos de tarde de SP, e fomos em caravana com o timão de futsal até São Roque. Piscina, churrasco, Post It, redes, bate-cabelo que eu não sou boba nem nada. Nunca relaxei tanto na minha própria casa. E foi bom não ficar naquela nóia de "vai virar o ano, olha, olha, falta tanto", quando deu a hora a gente comemorou e pronto. O peru do Jorge ficou fantástico, valeu cada minuto das 18 horas que demorou prá ficar pronto - e cada segundo dos 15 que levou prá acabar. Fez sol, deu prá botar o Air-O-Space na piscina, deu prá jogar 3-corta com a bola murcha, deu prá jogar frisbe (freesbe? frísbi? níbi?) e post it desmedidamente, deu prá fingir que li alguma coisa, deu prum monte de coisa. Deu até prá ir no V8 dar bafão e nadar de calcinha de madrugada (e pegar pneumonia e doença de homem-sexual). E deu, e deu.
E algo me diz que, nesse espírito, eu ganho mais. Feliz eu estou.
Querido Diário de uma Sanroquense Perdida

"No primeiro dia de 2005, saí com as amiga pro V8 - que a gente não tem outra opção mesmo. Aí, chegando lá, eu vi uma menina que era filha daquele diretor de turismo da prefeitura. Nossa, a mina foi embora de São Roque faz tanto tempo, mas continua causano. Tava lá ela com uns amigo meio abixaiado, umas menina se catano, fazeno trenzinho na boate. Mó baixaria, viu? Não sei o que acontece com essas pessoas que vão prá São Paulo, que quando volta, tá tudo maluco! Vê se pode, ela tava usando uma coroa de princesinha, com aquela idade, meeeu! Um horror!
Ah, eu fiquei com o Gledston de novo ontem, vai fazer cinco anos que eu fico com ele, mas ele nem quer namorar. A Tamires foi com o noivo dela no V8 e nem tchuns prá gente. Ficou lá tomando chopp com batatinha, e eu confesso que queria ser assim também, mais tranqüila. Mas, enquanto a gente não arruma uma tampa prá nossa panela, continua batalhano, né? E as amiga são sempre as amiga, então não posso reclamar. A gente se diverte toda vez que sai, vai tomar sol no grêmio, vai andar na marginal de domingo à tarde, ou tira filme prá ver na casa da Dani, que tem vídeo.

Tchau, diário. Agora eu vou no salão da Rute retocar o loiro, que tô com dois dedo de raiz preta, e o verão tá aí, né? De noite talvez eu vá comer pizza com as amiga na Fullô, e ir no V8 de novo."