terça-feira

Cãrino

(um puêma para Beatriz patrocinado pela TELEVISA. porque eu poderia ser roteirista de novelas mexicanas)


Era uma vez uma princesa sem castelo

que comprou sua coroa na 25 de março

mas usou-a de armadura

para não ter ,mais uma vez, seu coração, machucado

alvejado pela flecha do que alguns chamam de cupido

mas eu chamo de bebê-diabo.



Era uma vez uma donzela de botas de caubói

que por pouco não foi atropelada

porque esqueceu de atravessar a rua

para rir de uma piada.



Era uma vez mais uma Ana

de nome composto

com passado empoeirado

de terra vermelha

de fusca bem lustrado

baronesa deliquente- juvenil no meio do pátio.


Era uma vez uma menina

de vestido de babado e lacinhos no cabelo

De idade tinha só 24.

Não acredita mais em papai noel

Mas pede, em silëncio, todo natal

Um emprego com carteira assinada

Conexão de banda larga

E aquele que vai fazer massagem nos pés

ouvindo suas palavras sonâmbulas

quando silëncio já é.

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