Pin-up toons
Daddy O's
Lucky13
Por enquanto eu uso o ordenado da dona Cridi, que está milionária no estrangeiro.
Laranjas are orange!
Mais uma vez eu fui ao SPFUók, e mais uma vez me aborreci. Figures. Assim, ganhei o convite de uma amiga, e fui prestigiar a marca em que ela trabalha. Claro, não deixei de lado a oportunidade de ficar ligada no que é ?tendência?, afinal eu vou precisar de um mínimo de conhecimento. Depois de muito enrolar e tentar passar o convite adiante, catei um táxi faltando 15 minutos pra abertura da sala e fui.
Aí começam os erros que me irritam nessa semaninha:
- Pra conseguir um convite para o desfile, você precisa ser alguém. Uma vez na fila, você volta ao cargo de ninguém, com seguranças te tratando com incompetência, já que desprezo é algo muito pessoal. Como assim você não sabe que fila pegar? Fica aí plantada e não abre o bico.
- Você sempre descobre um amigo deslumbrado nessa época. É aquele que acha uma dificuldaaade te dar atenção quando está acompanhado de amigos jornalistas. E você descobre que fica muito mais elegante indo sozinha ao evento. De bando, é feio.
- Não sei se é coincidência, mas toda vez que vejo um desfile, tenho a impressão de que as modelos puseram pijama e plataforma. Sem querer desmerecer a coleção, que estava, sim, bonita e usável. Mas que parecia pijama, parecia.
- As Decanas da Moda que me perdoem, mas eu aprendi que xale não se usa com sandália de dedo aberta. E a Pascolato sempre usa. Pode botar na maior casta da moda que eu vou continuar achando feio.
- E as Tayânnis, que vão lá para serem descobertas? Pai do céu, quanto medo.
E assim foi mais uma tentativa de me interessar por moda nesse grau. A partir de agora eu assino o GNT e assisto tudo no conforto do lar.
Maldito o Orkut Buyukkokten.
No meio dessa onda global de formar comunidades na internet e, consequentemente, encontrar pessoas perdidas no passado, é inevitável se surpreender com o rumo que alguns tomaram, física ou psicologicamente. Tem aqueles que você olha e fala "benzadeus, menina, como o tempo foi bom para eles!". E tem os que você só olha e chora. De desgosto, de arrependimento, de vergonha. E convenhamos que, numa lista com mais de 450 pessoas, você vai acabar encontrando bem uns 200 motivos para rir ou chorar.
Ontem eu fui xeretar numa comunidade da cidade em que cresci, e o encontrei. Chorei, claro. Mas antes de eu contar como ele estava, vou contar como ele era.
Eu tinha 14 anos e um namorado gordinho, com uma vocação enoooorme para entrar para o M.A.D.A. (inclusive eu aprendi muito do meu drama com ele). A relação já tava no saco, a gente já tinha terminado umas duas vezes, e naquele carnaval o Adolpho apareceu. O Fofo era de São Paulo (+5 na escala caipira apaixonada), ia dançar no Columbia - e dizia ser "promóter", com seu sotaque mooquense -, fazia o maior sucesso com as meninas da cidade e foi arrastar asa justo pra quem? Pra mim, a senhora compromissada ma non troppo. Seu único defeito, que não interessava muito, era o fato de ele estar na 8ª série com 18 anos. Tsc, quem liga?
Começava ali o Carnaval da Desgraça. Fofo ficou com a prima biscate de uma amiga nossa, e eu fiquei a ver navios, digo, com o meu namoradinho. Acabou o carnaval, e um mês depois, acabou o meu namoro. Livre, eu ia poder fazer maravilhas com leite moça, melhor, com o Adolpho. E de fato começamos a agilizar um esquema. Ele me ligava, eu mandava cartas - às quais ele não respondia, porque era péssimo em gramática -, ele ligava de volta e assim ia. Quando ele vinha para São Roque, dávamos um jeito de nos ver, porém, o gordinho, ainda ferido pelo pé na bunda, SEMPRE dava um jeito de enredar pra minha mãe. Fim de namoro aos 14 anos pedia resguardo. Não era pra eu ficar com ninguém pelos próximos seis meses, ou eu ia ficar falada (veja bem, era o ano de 1995, moças de família não podiam se expor, segundo mamãe). Então tinha toda uma TFP controlando meus passos, para que eu não caísse nas graças do galã do Parque São Lucas.
Teve um dia que foi o extremo, e foi aí que minhas chances se esgotaram com Fofonolisi. Estava num aniversário com uma amiga, e pedi para o namorado dela ir buscar o bofe em outra festa, na qual o ex estava. Resultado: mal cheguei em casa e minha mãe sabia de tudo, me dando a maior comida de rabo de toda a região. Fiquei sem o bofe e sem sentar por todo o sempre.
Bom, aí conta 9 anos e a gente chega aqui, eu velha e compromissada - desta vez com um certinho da cabeça - mexendo no Orkut. Encontrei o Adolpho e quase caí da cadeira. Ele está casado. Não só isso, ele está careca (ele tinha cabelo comprido, for Christ's sake!), gordo e tem uma filha lindinha. Ele tira foto "funcionário do mês". Ele está desesperadamente cafona, feio, triste.
Ainda bem que eu não fiquei com ele.
Louvados sejam meu ex e minha mãe por não deixar.