segunda-feira

eu achava um porre quem falava que domingo era um dia triste. é morar sozinha pra mudar de opinião.
ontem foi o dia mais morfético em muitos anos, o dia que acordei tarde, de ressaca, furando um combinado, com trabalho para fazer, coisas para adiantar, ensaio para ensaiar e um bode amarrado na canela. foi o dia de sair pra carregar o celular de chinelo com as unhas vermelhas de fora e a alça preta do sutiã aparente. foi o dia de não almoçar por pura preguiça, e fazer pão sírio na torradeira e lamentar o fim da coalhada seca, então comer com manteiga. dia de ficar lendo aquelas porcarias que eu escrevo, e ficar chorando na frente do computador com algumas outras. de deitar no chão para ler revista velha e aproveitar para preencher o móvel novo de R$ 16 (não me canso de falar) com livros e cds. resumindo, foi um dia super introspectivo, um prato cheio para minha ex-terapeuta e não para mim, afinal eu não quero olhar para mim.
e eu, com vinte e cinco pau de celular carregado, nem pra ter a decência de sair de casa.

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