sexta-feira

Fazendo por onde

Ano passado eu fiquei a maior parte do tempo desempregada, e nessas acabei questionando a minha capacidade como funcionária. Porque, se eu era assim tão boa, eu devia ter arrumado emprego em uma semana, claro. Descobri que meu problema, na verdade, estava acima da minha compreensão, era uma coisa cármica mesmo. Agora, essa empregada que eu arrumei merece ficar desempregada o mesmo tempo que eu, por ser insolente.
Liguei semana passada oferecendo a ela - que estava sem emprego, só cobrindo as férias da amiga - um emprego quinzenal lá em casa. Começou que ela só tinha esta sexta livre, e era R$50, R$60 se tivesse que lavar roupa. Tá, como minha máquina tá quebrada, era o preço standard e estamos conversadas. Vai vendo.
Hoje cedo, como o combinado, acordei às 7h para esperá-la às 8h e dar as instruções. Quase nove e a gata não tinha chegado. Liguei na casa dela, e ela atende na maior voz de sono. "Ai, é que eu perdi a hora, não ouvi meu despertador, acredita?". Mandei vir de todo jeito, escrevi as ordens num papel e deixei avisado pra Ivi deixar o dinheiro.
Durante o dia, o Edu (que dormiu em casa esta noite) me conta que a gracinha da minha faxineira era muito da enjoada. Diz que chegou em casa me xingando porque eu disse que dava pra ela ir a pé (e dava), que meu apartamento era na altura da Gazeta (e é). Olhou em volta e começou a dar ordens. "Se ela quer essa casa limpa, que compre produtos de limpeza". Gente, eu sou a maníaca do produtinho, tem de tudo em casa, porra. Reclamou, reclamou, reclamou e ainda cobrou o preço full da Ivi, pobrezinha. Quando a quenga (a Ivi, não a empregada) voltou pra pegar umas coisas, viu seus acessórios no bolo do lixo.
É mais que óbvio que ela não trabalha mais em casa. E se alguém souber de uma senhora educada e disposta a trabalhar, que me indique. Essa aí merece os demônios do desemprego.

0 Comentários:

Postar um comentário

Assinar Postar comentários [Atom]

<< Página inicial