segunda-feira

Táme-táme-tá me tirando?

Ok, vou contar. Você passa um fim de semana na praia, consegue dormir por 12 horas ininterruptas, faz exercício e volta novinha em folha. Você pega três horas de estrada pensando em chegar em casa, fazer hidratação no cabelo, massagem nos pés e cair na cama. Você deixa vários compromissos para segunda cedo porque sabe que vai voltar.
Bom. Mas aí você não volta, claro.
Ou melhor, você descobre que forças maiores não querem que você volte, afinal você chega na porta de casa e descobre que está sem a chave. E o porteiro também está sem ela. E você tem um amigo que pode te ajudar, mas ele acabou de ir lá pra Serra da Cantareira e, bom, você tem como resolver isso sem esperar mais.
Isso tudo me aconteceu ontem. Fui pruma lan house fazer hora, encontrei alguns amigos online e graças aos deuses um pôde me dar abrigo. Café, tv, banho e cama.
Ainda bem que eu tava com a minha mala. Ainda bem que eu sou mulher e sempre levo roupa a mais nas viagens. Ainda bem que eu levo coisas desnecessárias para viajar, que podem ser úteis nessas horas. Pena que eu sou rígida comigo mesma e não levei bilhete único nem ticket para a praia.
Bom, aí hoje cedo eu acordei, me arrumei e fui dar um aperto na mala para fazer caber tudo. Revirei tudo no chão e ouvi "tlim tlim". Não podia ser. Lá estava ela, sorrindo para mim, com o bull terrier no chaveirinho me olhando com cara de surprise, surprise.
Ódio. Ódio e alívio confesso, afinal eu não fui pro albergue dos desabrigados da prefeitura, eu passei muito bem. Mas ódio de mim mesma, por fazer as coisas sem prestar atenção. Lembrei de uma vez, quando eu tinha uns quatro anos, que passei a tarde procurando a borracha pra fazer o dever de casa e ela estava na minha mão.
E, não, eu não fumo maconha pra ficar desse jeito.

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