terça-feira

e por falar no meu potencial para escolher filmes ruins, lembrei de uma história clássica.
eu tinha 16 anos, estava fazendo intercâmbio, e era a estréia de boogie nights no cinema. lembro de ver o trailer na tv e pensar "legal, filme da era disco, eu quero!". aí um dia um amigo meu, carolíssimo, caxias-íssimo, pentelho registrado em sindicato, me chamou para ir ao cinema. a família ficou tão feliz de um menino decente me chamar pra sair, que eu resolvi ir.
ele mandou eu escolher o filme, e eu imediatamente: boogie nights! lembro da mãe ter repetido o título do filme como alguém que tenta entender o que está falando. na época, eu achava que boogie era, no máximo, corruptela de boogieman.
bom, aí fomos. vale lembrar que o cinema era em uma cidade próxima, porque lá as sessões eram mais tarde, e a gente pegou a da meia-noite. mal começou o filme, eu já ouço o cara grunhir de desgosto. fui ignorando até onde deu. não era assim de todo mau. quando chegou naquela cena que o corno pega a mulher pela décima vez dando pra outro cara, ele levantou. can't take it. quando me dei conta, o cara já tava lá no estacionamento, e eu tive que correr atrás do carro pra não dormir em brandon. na verdade, eu tive que ficar uma meia hora pedindo pra ele me perdoar e me levar pra casa (vai, coro, podem gritar agora "moralista da porra!").
mesmo com essa história toda, eu ainda me sujeito a escolher filmes.

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