segunda-feira

o lugar onde eu cresci virou uma cidade-fantasma. passei algumas horas lá, e foi o suficiente prá cantar aos céus a felicidade de não morar naquele cu-de-mundo há quase uma década. na padaria, fui atendida por uma mocinha que hoje é uma senhora, mas há bem uns 15 anos, era a atendente assanhadinha que vivia perdendo naco de dedo na máquina de fatiar. o filho do dono da padaria, que vivia mexendo comigo na escola, hoje está um gordo que anda de agasalho. a boa e velha marginal, que estaria em ebulição num feriado como este, dava prá contar as moscas. só o supermercado do cambará estava cheio, e mesmo assim, de gente que não conheço.

agora, vem comigo: você acorda de bode, descobre que o seu celular acordou morto, sai de casa e dá de frente com o populacho vendendo empadinha na sua rua durante um show da cut, e passa algumas horas e gasta muitos reais tentando voltar prá casa na volta de feriado e quer que eu ache são roque BONITO?

vá saindo.

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