sábado

hoje foi daqueles dias que eu adoraria que minha mãe fosse me buscar no trabalho, mesmo ela atrasando uma hora e gritando "be-a-triiiiiz" lá da portaria prá eu descer. aí eu chegaria em casa e teria o jantar pronto, na mesa, e eu só precisaria tomar um banho, botar o pijama e comer. e depois dormir. talvez ouvir uns cds adolescentes antes.
mas aí eu vim prá casa me arrastando no chapisco, o coração pendurado prá fora, segurando o choro. sei lá o que me deu. parei numa banquinha e barganhei meia dúzia de rosas por R$ 5, prá me animar. o cara falou que talvez eu desse sorte prá ele, porque estava ali desde a manhã e eu era a primeira cliente. bastou prá eu voltar me debulhando, e chegar em casa e abrir um pote de azeitonas com coca cola e porcaritos sabor churrasco. então eles chegaram, cada um mais deprimido que o outro, e a gente foi rir um pouco.
fico imaginando que se eu morasse sozinha agora, tava fazendo interurbano.

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