segunda-feira

adonai, a máscara caiu.

toda vez que eu tenho um fim-de-semana fora de são paulo, longe da realidade-merda, eu volto com milhões de elocubrações feitas. principalmente se, ao voltar, eu já der de cara com más-notícias e encheções.
na sexta, apesar do nervo, o show foi ótimo. não estava cheio, mas tinha gente rindo, amigos presentes (poucos e bons) e eu acho isso importante. e o after também foi ótimo, com nossa mascotinha contando suas hisórias bizarras.
depois brasíliam, e a dor na barriga de tanto rir. adonai, pia, o gato tá loko. impressionante como cada viagem traz uma série de termos que serão a coqueluche da estação do momento do verão 2007. me lembrou um pouco quando eu passava férias em tatuí, e depois voltava praquela desgraça que era são roque querendo morrer. aliás, me lembrou todas as vezes que eu saí de são paulo e voltei me arrastando. trocava dois sacos de mosquito da beira do lago de ontem por uma hora de trabalho.
uma hora eu tomo coragem, uma hora.

sexta-feira

a cada clipping, um centímetro a menos

ou, como a piadinha horrível que eu fiz com o rafael, hoje:
- sabe o que eu tenho na mão?
- o quê?
- um cu!

quinta-feira

primeiras impressões sobre a "faixa cidadã", implantada na rebouças:

- caramba, esses grafiteiros estão indo longe demais!

- uai, pode usar asfalto como mídia?

eu sou loira, esqueceram?

quarta-feira

eu bem que tento disfarçar, dizer que é stress, mas meus sonhos já me entregam.
era assim, eu morava na consolação e tava indo pro sesc fazer o show. chegando lá, a bruna falava que eu tava desobrigada de cantar, e eu ia felizona pra casa. só que no caminho, tinha um ataque de responsabilidade, e decidia voltar. pegava uma sprinter-taxi com um taxista psicólogo. eu via o taxímetro virar de R$ 20 em R$ 20, mas ele dizia que aquilo tudo era da minha cabeça, porque eu estava nervosa. na verdade, ainda estava em R$ 4. e ele ia enrolando o caminho todo. eu mandava virar, ele preferia esperar a próxima. na verdade, estávamos na rua são paulo, em são roque. eram 21h13 quando eu chegava no tal sesc e via que todo mundo já estava pronto, ensaiado, com as roupas. aí que eu notava que tinha deixado tudo em casa, e que, apesar de todas as minhas amigas do colégio - que foram me assistir - estarem usando legging, ninguém podia me emprestar nada. aí o show começava, e eu acordei.
nervosa, eu?

terça-feira

cedi.
a droga do stress me pegou, a dor da fibromialgia abraçou e eu vou lá dormir no futton assistindo ronnie von falar de depressão.
férias, eu digo, férias.
- a senhora parece a paula.
- que paula?
- do kid abelhis

segunda-feira

mais um fim-de-semana desse e não há tatu que güente.
eu acordei ao meio-dia no sábado, mas fui direto enfrentar uma pia pós-chacrie.
eu fiz o reencontro agêntico, mas tive que correr atrás de um vestido de noiva.
eu comi fondue, mas só depois de refazer os textos de uma semana.
eu vi meu pai, mas prá isso tive que acordar às 8h.
nós fizemos o ensaio fotográfico, mas em seguida eu tive que correr pro escritório, largando ensaio de banda e encontro com os meza prá ficar trabalhando até 1h da manhã.
conclusão de tudo, noves fora, estou mais cansada do que sexta. e essa semana vai ser de morte, tem reunião, ensaio, cabeleireiro, terapia, jantar, encontro, aaaaaah.
eu quero férias. do trabalho, da banda, desses cabelos.

sexta-feira

ah, the freshness in the face de descobrir que eu não sou ladrona. eu só tenho um pai estiloso demais.
agora que o carvão já passou, eu vou falar:

OS PRINCESA no SESC Pompéia
Festival Ampli Vol. 2

dia 28/07
às 21h
rua Clélia, 93 - Pompéia


vá.

quinta-feira

tv-junk
cópia descarada do dlisted, editado por moi. em fase beta, ok?

quarta-feira

q
cada vez que eu penso no quanto eu amo a minha mãe, uma trombeta toca no céu, uma bênção acontece e uum leproso levanta e anda.
o projeto bolinha 2006/07 - verão de maiô anda de vento em popa. ontem bati um recorde e cheguei a uma dezena bem redondinha de arrobas. quatro arrobas, prá ser mais exata, quase uma vaca nelore. o melhor foi o felipe, que arredondou para uma dezena a mais que eu, e culpou o almoço. disse que só de iced tea tinha bem uns 600g ali. aham, sei sei.
bom, mas hoje eu vou dar uma dica de como chegar nessas tão sonhadas dezenas redondas sem fazer o menor esforço. é muito simples, vem comigo:
primeiro, passe a ter "desejo" no lugar de fome. you don't want, you CRAVE. ok, já tá pensando em comida? aí chegue em casa e faça uma saladona de alface americana com tomate cereja, tempere com molho de mostarda e queijo ralado, e asse um empanado de frango recheado de palmito. mande pro bucho. claro, você vai continuar com fome, então mande mais salada pro bucho. não vai adiantar, eu sei, então, antes de fazer aquele miojão e jantar de novo, prepare duas bruschettas de pão integral. coma como se não houvesse amanhã. não, a fome ainda não passou, então pegue aquele picolé de brigadeiro que está desde a copa no seu freezer e passe na cara inteira. ok, agora o bom-senso vai ficar gritando dentro de você "onde você quer chegaaar sua loooucaaa?". aí você enche uma garrafinha d'água e vira ela, enquanto assiste o seu roommate comer um aparentemente delicioso sanduíche de ovos mexidos. desista da vida, pare com a cobiça (é pecado) e vá dormir. sonhando, claro, com o sanduíche, o qual você fará assim que acordar.
voilà!

terça-feira

cês viro, cês viro? ali embaixo, nos comments do grand cirque. vindo da princése do bér de sente rite, dona renetinhe. "você devia ser um adjetivo". acho que nunca ouvi coisa mais linda.
obrigada, fofa!

segunda-feira

terrorismo puético


a caminho da manicure
fecho a cara, forço
quero ser sisuda.

mas penso em você
me distraio, sorrio
e a coisa muda.
agora que trabalhamos na agência que é um espetáculo, talvez achemos bonito fazermos papel de palhaço. por isso, nós resolvemos dar trote nos estagiários, vindo vestidos de roupa social pra trabalhar. bom, nem precisa dizer que eu perdi uma hora da minha manhã tentando passar a minha única camisa branca, porque o ferro é novo e eu não sabia bem onde ficava o máximo e o mínimo. aí trouxe o salto numa sacola, e, antes de entrar no prédio, tirei as botas.
não precisa dizer que mal entrei, já vi que não era todo mundo que tinha entrado na brincadeira, a começar do chefe. ele foi o que mais botou pilha, e no fim da pranked fui eu. alguns meninos capricharam, vieram de camisa e gravata, tá todo mundo parecendo bancário. os estagiários nem devem ter notado, e agora a brincadeira tá começando a perder a graça. acho que vou tirar o salto e o suspensório.
e isso me lembra... mais um grand cirque du mique!

o ano era de 97, o inverno era sanroquense, e a festa era junina. minhas amigas já eram as desanimadas da silva. estávamos nessa festa junina à tarde, e nos preparávamos para uma outra, noturna, no clube. era organização da bicha-mor da cidade, então ia ter quentão com glitter, saia de patchwork com plataformas travestísticas, essas coisas. aí uma mais malucona falou: vamos de caipira? na hora, eu, a apreciadora soberana dos micos de qualquer natureza, topei. ninguém vai furar? nããão. ó que eu vou, hein? vaaaaai. ok, fui. fui prá casa e botei abaixo o armário da minha mãe. tirei saia comprida, bota de cano alto, camisa xadrez, convoquei o namorado, que foi se arrumar em casa, tiramos fotos e saímos. bom, ele não tava de caipira, ele ERA caipira. já eu, tinha até pintinha na cara.
needless to say, NINGUÉM apareceu. eram eu, vivian - a amiga meio maluca - e as drags. na época era moda usar saia longa de veludo (deus que me defenda desse comeback) com camisa, então a vivian só precisou tirar as tranças, as pintinhas, e tava como uma cidadã normal e fashion. e eu? o que eu fazia com aquela saia dos PAMPAS e a camisa DO MEU PAI? as trancinhas eram o de menos. passei a noite me pegando com meu namorado, que ao menos isso eu podia fazer sem ser tão ridícula. no mais, eram dois caipiras amando, olha que bonito. e por quase dez anos, eu não acreditei mais em "vamos nos vestir de's". claro, até hoje.

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sexta-feira

acho que agora eu caprichei

vim com uma blusa que de tão transparente mostra até minhas tatuagens, com um sutiã de oncinha embaixo. e passei a manhã em reunião com o chefe.
eu espero, do fundo do meu coração envergonhado, que ele ache que é proposta.

quarta-feira

as poucas mulheres da agência se chamam bia

jesus cristo says: (15:16:21)
bia, to me sentindo grávida

jesus cristo says: (15:16:31)
minha barriga ta caindo da calça

Bia says: (15:18:01)
argh, que nojo de vc bia, parece aqueles feirantes em fim de feira que qdo se abaixa pra pegar o caqui no chão, vc se depara com uma bunda pulando do cofrinho
é óbvio que eu já estou viciadíssima na nova novela. assim, de deixar pra comer nos intervalos, sabe? já era de se esperar. não obstante o vício de praxe, tenho cá minhas críticas mui necessárias a fazer.
a primeira é a onda de bocas-sujas e pretagils que contaminou o elenco. só se fala em sexo nessa novela, sexo, safadeza, baixaria e nheco-nheco. se já era constrangedor ver a natália do vale pagar de tarada na novela anterior, agora já virou piada. até a vagina duarte tá tendo vida sexual; só não me mostrem o casal global em momentos íntimos, obrigada!
e o josé mayer no 19o. papel de garanhão infiel e grosso? grossa tá a pele dele, ele tá velho gente! e a anapolaroid fazendo a liberal ar-ti-cu-la-da? não, pior, casando com o celulari que, não importa o papel que fizer, vai sempre ser o tonto. tonto e ponderado, o nosso tiozão.
agora o que eu gosto do maneco é a capacidade de sempre colocar uma vassala sidekick para cada protagonista. a velha "amiga da vera fischer". sabe? nessa é a elisa lucinda; é bonitinha, tem bons conselhos, um namorado meia-boca, é mais feliz com ele do que a própria protagonista, mas não sai do modo "comer pizza e tomar um choppinho". e essa veio com o jargão "mamãe já dizia", hahaha. no primeiro capítulo já tomou uma bordoada da vagina duarte, "toda mãe diz isso!".
essa novela tem tudo pra ser de lascar, e é por isso que eu não vou perder um capítulo.

terça-feira

acabei de subir três lances de escada até o escritório antigo para buscar uma colher e voltar três lances de escada para o escritório novo para comer o meu pudim de leite condensado, sim.
tá, eu passei a noite botando os bofe pra fora, mas pudim não é fritura, né?
recado para dona zellen:

chorei, alright. mas também chorei de desgosto ao descobrir que aquela música CAFONÉRRIMA, que toca em todo casamento de gente simples, e é interpretada pelo é-milho santiago na versão em português, é desse musical. veeem co-migo meu amaaan-teamigo...
credo!

segunda-feira

nunca achei que fosse usar a palavra "inebriante" para descrever alguma coisa, até ganhar um ingresso para assistir o fantasma da ópera no teatro abril. bicho, inebriante. saiu lagriminha. porém, é claro que ir junto com nosfe valeu para que as pessoas se afastassem de nós no segundo ato. e ainda rendeu mais ou menos uma hora de diálogos em tom de musical. mas, bicho, foi inebriante.

sexta-feira

o que foi a última cena da novela ontem? o que foi aquela falta de noção, senhor meu deus?
quando, QUANDO que uma senhora de 80 anos (porque eu fiz as contas e, numa família direita, essa seria a idade mínima dela) consegue disparar um tiro segurando o revólver com uma mão só? e aquele efeito especial da bala fazendo uni-duni-tê? silvinho, o que você está fazendo com a minha novela?
(You set my soul alight)
Glaciers melting in the dead of night
And the superstars sucked into the 'supermassive'


ou como disse minha irmã, o Muse fazendo a Britney.

quarta-feira

dê um "tique" de 8 reais para a copeira do serviço, e ela te trará brigadeiro de colher toda tarde.
o mundo das celebridades do jeito que a gente gosta: dlisted.
como sempre, michael me tornando um poço de geek culture.
aí a maria bethânia cansou de ser conceito e proposta, e foi fazer trilha para a malhação. e estes são os sucessos que entraram para o cd da galera:

uma rodada de suco pra galera (1974)

lindo isso, li num livro (1978)

coisa de frutinha (1986)

eterna nessa brasila (1983)

mas vamo usar camisinha, né galera, tem que se cuidar (1969)

obrigada, músico-de-apoio blogueiro-famoso capanema, minha barriga ainda está doendo!
woke up this morning
smoked some sticky green
to get me started
chocolate thai
all in my eye
I'm never broken-hearted
bang us in ya cars
bang us in ya Jeep
bang that shit retarded


pã-pã
pã-pã

olha, dormir com a janela entreaberta ajuda no humor. é sério, não é metáfora, não dormi com o mendigo. é só largar a persiana (veneziana?) na metade do trilho e pronto. cê vai ver quando acordar.

terça-feira

pra não parecer que minha vida não tá exatamente como eu quero, prá não dar na cara que eu te liguei do meio do carrefour porque tava surtando e comprando pringles churrasco pro jantar, eu invento. eu perco a hora e tomo café da manhã de nescau bolinha com morango gelado e leite na frente da tv. eu janto hot-dog picante com as supracitadas picadas entre as salsichas e a mostarda em grãos assistindo freaks & geeks ao invés da novela. eu venho admirando a paulista de manhã, porque, não sei por que cargas d'água, eu acho a paulista bonita logo cedo. sabe aquela bonita vontade-de-viver? eu sou estranha. eu vou inventando até você chegar e me chamar de hormoniosa e eu lembrar de todas as coisas feias que eu faço nessa época. eu não ligo, não, acho engraçado.
mas, porém, contudo, todavia, ao menos, não é câncer.

e se fosse, ah beibe, até você entrava na cinta.

segunda-feira

passada a preguiça, a minha conclusão sobre a copa é que quem joga mal, não ganha. não é assim? jogou mal, perdeu, a não ser que tenha muita sorte de um pênalty bem batido, um juiz desonesto, essas coisas. o brasil jogou bem mal. a prova maior foi que algum mídia sem-noção passou, logo em seguida ao fim do jogo, um comercial da nike mostrando o ronaldo em seus áureos tempos. e, engraçado, não vi nenhum passe igual nos jogos da copa, exceto, justiça seja feita, no jogo do japão. no mais, qualquer jogador com mais vontade faria melhor. ou seja, mereceu a derrota, volta prá casa com a bandeira no toba e pronto, deixa o campeonato seguir. agora vou torcer prá portugal pegar um lugar bom, afinal, todos sabemos, tio felipão é bom.

domingo

er... gente, o brasil perdeu.
(continuo olhando prá tv)
como assim, meeeu?

e nem vou comentar, porque essa semana vai estar assim de blog falando de "como os jogadores se vendem e não pensam na alegria do povo", "nike vs. seleção brasileira", "ronaldo culpado", "ronaldo inocente", "parreira culpado idem ibidem". ah, preguiça.

vou dormir que a cerveja, ao menos, tava gelada.
rrasc, ptu!