quinta-feira

a caminho da coreografia de he's a dream

o projeto caminhando e cantando ganhou duas ramificações: o projeto verde que te quero verde e o projeto alex owens. o primeiro me faz retomar a amizade com frutas, legumes, verduras, peito de frango, e conhecer completamente os benefícios do tahine, os quais eu já solenemente dispensei. tahine é um nojo, gente, fica o aviso.
bom, e o projeto alex owens é um complementar às caminhadas da manhã. agora eu faço jazz, e um dia, ah, um dia, eu HEI de pedir prá professora me ensinar as coreografias do flashdance!
é impressionante como geral é porca. no ônibus é ainda pior. ontem a mulherzinha mirradinha que se apoiava no meu banco sacou de dentro do bolso uma mão cheia de unhas compridas, pegou o mindinho, cavocou bem o ouvido direito e deu aquela conferida, prá todo mundo ver. por um instante pensei que vomitar em cima dela não ia ser tão nojento assim. ugh!
Tinge-se o cabelo, mas a alma continua loira. - um exemplo de como eu realmente queimei alguns neurônios com blondor.

Obedecendo a ordem dos médicos cantores de Florianópolis, que em uníssono e falsete cantavam "Você vai se exercitaaar (exercitarexercitar)", fui comprar um par de tênis decente para o projeto Caminhando e Cantando. Prá isso, fui no lojínia do titio para escolher um. Combinei com a minha prima, que trabalha lá, para nos encontrarmos umas 14h, já que ela tinha ioga para grávidas, almoço para grávidas e outras atividades gestantes logo cedo.
Acabei me atrasando, e mandei um SMS dizendo que chegaria às 14h30. Ela me respondeu "OK". Mais tarde ela manda outro:
"Já chegou? Porque eu estou um pouco atrasada".
Tá, uma pessoa normal pensaria assim: ótimo, vou poder chegar com calma. Mas eu, a ex-Carla Perez, me afobei toda, respondendo que estava perto - mesmo estando ainda na Santo Amaro. Corri metade do caminho, desci antes do ônibus, atravessei o shopping feito uma louca, fui na loja errada, subi escada correndo até que cheguei. Bofes de fora, pergunto pela minha prima e a gerente me responde "ah, ela ainda não chegou".
Claro, estúpida. Ela não disse que ia se atrasar? Mas não, a toupeirinha aqui pensou que ela estivesse atrasada para outro compromisso e não poderia me esperar.
Eu só me pergunto como consegui dar tamanha volta no raciocínio prá chegar nisso. É blondor? Ou eu nunca fui tão esperta assim?

domingo

"o cachorro dele era elegante, estudava frances, fazia aula de caligrafia, comia com todos os talheres e so falava quando permitido."

sábado

me senti super cool ouvindo gnarls barkley num iPod video enquanto fazia sudoku.

quinta-feira

é muito melhor digitar sem a tala e com a cara de um cachorrinho castanho apoiada no meu joelho.

estou em florianópolis desde terça, fazendo o jogo do hipocondríaco. raio x, dentista, cardiologista, nutricionista e logo mais um endócrino.

já descobri algumas coisas, como por exemplo a minha outra doença poética. dando uma boa resumida, meu ventrículo esquerdo não possui nervos próprios, ou seja, é bloqueado. isso pode ter nascido comigo, ou ser decorrente de um trauma.

todos sabemos, é de amar. ui.

segunda-feira

(esse post vai demorar um ano para ser digitado)

quarta-feira passada peguei o resultado dos exames. era mais fácil fazer uma enciclopaedia maedica do que eu tenho. de pequenos cristais de suspeita de cálculo renal a triglicérides na altura, passando por um princípio de fibromialgia e hipotireoidismo.
com todo o quiproquó rolando, fui semi-obrigada (how convenient!) a pedir licença médica do trabalho, por 15 dias. assim mesmo, com a casa caindo e meus planos acontecendo. afinal, eu sou registrada prá quê?
primeiro dia, ainda acordei cedão pra andar, fiz compras, recebi a faxineira graduanda, fiz e fiz e fiz e inventei de furar uma parede de azulejos com uma broca fora de prumo. don't ask.
no outro dia, dava entrada no Nove de Julho com uma inflamação no tendão.
haja prega prá tanto azar.

no mais, a licença veio em hora certa.
eu não posso me estressar, certo? então são bem-vindos:
reuniões de novos amigos, velhos amigos, jantares finos, jantares podrões, cafés fora, cafés em casa, programas culturais, programas sem proposta, passeios, conversas, silêncios, barulhos, amor, amor, amor, filmes, pizza, fica, brunch fino, pulseira de acrílico, a galinha e suas variantes, carinho de cachorro, ai, ai e ai.

nem que no outro dia venham contar que o lambe-saco roubou até seu lugar físico. leva, filhão, eu to é bem assim.

quinta-feira

eu não sou napoleão
eu só estou de LISSENSÇA
justin time

quarta-feira

ontem eu tava voltando da terapia, puta da vida com a vida e seus participantes, quando subi num ônibus na brigadeiro. ao passar a catraca, vi uma moça de roupa de ginástica debruçada sobre uma criancinha, como se estivesse mimando um filho. quando vi o menininho, notei que não era filho dela. ele tomava uma latinha de coca e comia um risoles com muita vontade, e eu logo pensei "esse é dos meus, sabe o que é bom". vestia uma camiseta com um desenho, bermuda e um par de tênis, desse que imita os de adulto. o cabelo tinha corte, mas ele estava muito sujinho, e os olhos pendiam de sono. ela falava:
- e qual é o seu nome, você não vai me contar?
e ele queria cochichar no ouvido dela. era paulo. quatro anos, matriculado na escola. a moça precisou descer, e logo outra começou a assuntar com o cobrador sobre a situação do menininho. eu, enxerida, fui logo perguntando prá mulher ao meu lado o que estava acontecendo.
- parece que ele entrou aí no ônibus sozinho, está perdido. não sabe o nome da mãe, não sabe onde mora, mas disse que está na escolinha. não parece menino de rua, não.
o cobrador insistiu:
- mas você não quer nem contar prá mim o nome da sua mãe?
o menininho fazia que não com a cabeça.
- vem cá, você fugiu de casa?
ah, aí o menininho abriu um sorriso de quem botou pregador de roupa embaixo do pneu:
- fuzi...
a moça assunteira ligava desesperadamente pra alguma assistência social, sem sucesso. o cobrador, que parecia estar cuidando do pequeno desde que ele entrou no ônibus, disse que ia levá-lo até uma base policial e fazer um b.o..
meu ponto chegou, e eu e todas as senhoras preocupadas tivemos que descer. não tinha muito o que fazer, embora eu tivesse pensado no lar sírio e na possibilidade de levá-lo para casa. o jeito era rezar para o mãe do menininho, que a esta altura devia estar surtando, achar ele no menor período de tempo possível.
aí a gente chega em casa e vê aquele drama na novela e pensa "vocês não sabem de nada".

segunda-feira

- loira burra!
- mano corno!

eu sou GROÇINHA.
o projeto pochetinha 2007 foi suspenso e substituído pelo projeto caminhando e cantando. agora eu acordo às 6h e vou caminhar com minha fiel xará, bia, no ibirapuera, na maior das boas vontades. na volta, já estou acordada e insuportavelmente disposta.
eu só posso ter alguma desregulagem de serotonina, não é possível! ontem eu acordei pensando em formas mais limpas de suicídio, aí hoje estou aqui, toda cinderella rockafella da vida. quero ver até quando isso dura.

quarta-feira

toda vez que eu passo na frente do carrefour eldorado, penso duas coisas:

- o sonho de toda bicha humilde é ser a patinadora dos caixas. tchaaa!

- eu me sinto muito melhor ao saber que ainda toca "around the world" da lisa stansfield enquanto as donas-de-casa fazem compras.
esqueça poesia, canções ao violão, jograis apaixonados.
o lance é ler o resumão da novela da fal, via skype, para o ser amado.

-x-

a coisa tá feia. mas, para perder essa barriga, você tem que deixar o stress de lado - disse a funcionária do spa no meu sonho.

-x-

é né, jão. a coisa tá chic's.

sexta-feira

okeutomeicoragemevoufazerumpueminhadoheart
mas não ria
porque é çinsero.

procura de fim de sexta
senti uma pontadinha:
ai, como eu te amo.

porque seu nome é sonoro
e sua voz me acorda
quando eu mais quero é me aninhar.

porque o sotaque risonho
me deixa imitando
aos colegas espectadores.

e çaun desecete
que eu vou contando
a cada heartbeat.

não me façam chacota, sou uma barbara streisand.
gossip inside your trunk

tem bafo no tv-junk

quinta-feira

nesse inverno da moda montaria, eu preciso dizer que acho a coisa mais arriscada você usar botas por cima da calça. o que eu vejo aí na rua é um bando de clone da xuxa, com as botas meio sanfonadas, a calça fofa nos joelhos, praticamente gaúchas dos pampas. pior quando a bota é aquela maldição da khelf. tá, confesso, por um tempo eu usei essa bota. a pri largou lá em casa, deixou às ordi, e eu usei. na única vez que usei por cima de uma calça, me senti a pessoa mais ridícula do mundo. já minhas botas de REALLY montaria morreram no dia que o outro lá chegou. na chuva. não quero falar sobre isso.
bom, mas tá, eu só queria dividir isso com alguém.

quarta-feira

é a alegria da manhã, eu já acordo sabendo o que quero. corro de pijamas para a cozinha
e começo o preparo separando os aparatos. prato de sobremesa, uma faca, duas colherinhas. minha xícara favorita de mordomo vampiro. pego o saco de bisnaguinha, rasgo o plástico. tiro a tampa metálica do requeijão, sempre melecando os dedos. boto uma xícara de leite na leiteira, tomando cuidado lusitano para não derrubar leite na pia. risco o fósforo, ligo o gás e enquanto esquenta, volto para o pão. corto as bisnagas no meio, encho uma faca de requeijão, dou aquela giradinha da faca no ar e jogo tudo entre as metades. fecho e aparo as rebarbas. repito em mais dois pães. o leite esquentou, então dissolvo duas colherinhas de nescafé e duas de açúcar na xícara. sento no banquinho de madeira e começo a refeição. na metade do deleite me dá vontade de comer banana amassada com aveia.
mas isso é a vontade do próximo dia.
a cabeça de tutano mole aqui começou a planejar uma festinha de 5 anos de blog lá por abril. só que aí eu esqueci, né? foi dia 25 passado, e a minha intenção era republicar os melhores posts. sim, eu vou fazer isso com toda a pretensão que o mundo blogueiro demanda. enquanto eu pago de curadora, fiquem com o primeiro post.
é, eu usava reticências de emo, e fazia a linha "frases curtas e herméticas". dali pra frente, só piora. mas, po, eu era só uma crianssa de 20 anos, perdoa.
eu uso comida como recompensa e estou preocupada com isso.
mentira, to é com fome.

reflitam, ok?

terça-feira

to abrindo um coletivo aí. quem estiver interessado, mande e-mail. chama coletivo de traumas e neuroses, e tem que ter um portfolio legal nessa área. valeu?

ontem voltei para a terapia. deus, como eu falo! falei de desde a minha existência enquanto zigoto até os dias atuais, como projeto de redatora malograda. saí de lá um pouco mais leve e instituí a minha saída da monografia.

e hoje eu vou comer mc donald's e foda-se.