sexta-feira

Cheguei em casa cantando a alegria de pegar o Ballaró aberto - não que eu fosse jantar lá, mas pelo fato dele sempre fechar cedo, ou seja, estava em casa antes das 20h. Passei o portão pelo porteiro-cizânia, e ele sempre demora uns 25 segundos pra me falar oi. E eu sempre acho que ele ta me falando algo a mais e paro pra escutar. "Oooi, dona Biiiia, boa nooooite". Entrei no elevador e ouvi ele falando lá no fundo. "Dona Biiiiia, o seu liiiiivro". Q? Ele abriu a porta do elevador quase fechando e me entregou um envelope pardo.
- Dirgrasssssaaaaada.
- Oi?
- Nada, obrigada.
Subi até meu andar repetindo o mantra "dirgrassada!" enquanto procurava uma dedicatória. Eu assumo meu ego faminto. Achei, num papelzinho de presente, a letra de Mobral que eu ouvi na segunda à noite, junto com o disfarce do "estou fazendo um origami. simples." e "hoje já é 26?". Não me engana (mas enganou).
Bom, aí que eu sentei no futton e devorei. E devorei mais uma vez antes de dormir.
E dormi embalada pelos rockzinhos.

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