quarta-feira

a gente sempre pensa em uma forma de fugir, sumir do mapa, acabar com tudo isso, até que encontra alguém que fez e conseguiu. e aí a gente pensa, "será que essa pessoa encontrou a paz que queria?". é o que eu to pensando agora, joão. e é o que eu quero que você tenha encontrado. eu não sabia que as coisas estavam nesse nível, aliás, ninguém sabia. porque você era o nosso mestre de cerimônias. era você que criava as maiores polêmicas, por não se conformar com qualquer coisa. era você que puxava aquele assunto que ninguém tinha coragem de comentar, porque ele precisava ser discutido. você pegava bem onde doía, porque achava que fazer carão pra vida era vazio, e de fato, é. só que uma hora, sem que a gente notasse, a vida começou a te fazer carão, e foi tarde demais. você podia ter ligado? óbvio que podia. mas eu não vou questionar a sua opção. quero me ater aos momentos legais, porque é isso que resta.
você era também quem demonstrava um afeto tamanho por aqueles que te eram preciosos. e isso vai nos fazer falta. na minha cabeça, tenho você me chamando de árabe vagabunda, loira revolucionária, corrrpo, diliça, enquanto tirava sarro dos meus scraps e criava comunidades pra chochar todo mundo. eu vou lembrar daquela festa na sua casa, que acabou em multa, e só fomos saber quando ela já tinha sido paga. de quando você me ofereceu sua casa. de quando a gente tentou montar uma sociedade de conteúdo erótico pra tele-sexo.
hoje eu acordei com uma frase na cabeça: se o joão estivesse aqui, ele ia rir de tudo isso. você ia, a gente sabe.
fica em paz.

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