terça-feira

Acho que agora eu posso falar. Em 13 dias, estarei fora do país, para uma jornada de quatro meses de trabalho. Sim, este blog corre sério risco de ficar às moscas. Mas o que eu queria contar era da minha saga em busca de um visto.
Tudo começou no dia que chegou um e-mail da agência que tá organizando essa viagem, dizendo todos os documentos que eu precisava, depois de já ter conseguido uma caralhada deles para tirar passaporte e fazer a inscrição, pra obter meu J-1. Entrei em pânico, claro, mas logo mandei um e-mail para papai dizendo "arruma as coisa aí da Craudia que tá beleza". E fui atrás dos meus dicu. Vou repetir: era MUITA coisa.
Ontem, terminada a correria, fui na agência, conferi tudinho, paguei as 800 taxas, redigitei os DSs, fiz letrinha caprichada, separei tudo com clips por seção, botei num folder e então numa pasta. Só faltou um carimbinho de uva, e eu tirava dez.
Aí hoje acordei bem cedo, peguei um ônibus, um táxi, uma fila, duas filas, três filas (todas cheias de gente mal-educada, vale lembrar), até chegar de fato na entrevista. Me postei à frente da cabine, sorri, peguei o telefone e o gringo começou, num português de dar dó:
- Vai pra onde?
- Aspen.
- Já fez intercâmbio, né? Onde foi?
- Tampa, Florida.
- Quando se forma?
- Ano que vem.
- Boa viachen.
O quê? Não vai nem ver o comprovante de matrícula, os impostos de renda, as milhares de xerox que eu tive que tirar? Como assim boa viagem? Pois, tive que ir embora, visto concedido, mas eternamente frustrada por tanto desdobramento pra nada. E ainda me forçaram a pagar pelo sedex. Humpf.

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