quarta-feira

Minha admiração e respeito pelo meu avô sempre foram notórios. Assim como o sentimento de impotência quando ele ficou doente. De um ano para cá, nos custou entender que aquele senhor alto, forte, inteligente, lúcido, estivesse fraco, e foi por isso que as filhas, os genros e os netos se desdobraram para assumir todas as responsabilidades e cuidados com ele. Mas chegou uma hora que não deu, e tudo que ele menos queria para o fim da vida - passar o dia entubado, numa cama - aconteceu, como uma infelicidade do destino.
Domingo ele finalmente descansou. Tinha sido um dia bonito, acordei cedo para tomar sol, minha tia apareceu com minha avó, minha mãe fez almoço, rimos, bebemos, capotamos na sesta e, ao acordar, veio a notícia. Novamente nos desdobramos, veio pai, veio tio, veio primo, cada um para fazer alguma coisa e, principalmente, amparar àqueles que ele deixou. O mais dolorido foi encarar a dor de minha tia e minha avó. Quero mais que tudo que elas fiquem bem.
E dele, o Mário das histórias cheias de lição de vida, eu vou guardar todo o meu aprendizado. E o humor cortante, e a simplicidade pra fazer a coisa certa.

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