sexta-feira

No mais, um texto que me comovéééu. O autor sabe que é o autor.

"B. tem muita coisa embaixo do tapete. Mas B. não tem mais esqueletos no armário. Breve, muito breve, mais breve que gostaríamos, B. não terá armário sequer.
Corre, B., o mundo que chama a todos, mas lhe fazemos ouvidos moucos. Não eu, menos B., que sabe (ou soube) andar, flanar e saltar.
Com todo o medo do mundo, mais os seus (e alguns dos meus), B. não se deixará furtar. Abocanhou o que se lhe foi oferecido e não pode mais voltar.
Mas, nessa pressa toda de saber alhures, B. não esquece de mim, que pouco fiz, que tanto quis. B. me toca e me faz seu sempre: mesmo distante.
Mesmo involuntariamente.
B. não está sozinha. Não lhe é mais permitido."

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