segunda-feira

família, ah, a família.

minha avó está doente, então ela discute repetidamente os assuntos que ela lembra melhor. o assunto de hoje era a minha solteirice.

aí eu voltei prá casa e minha mãe comentou a minha decisão de começar a correr:
- você vai estourar seus joelhos! ainda mais agora, acima do peso do jeito que você está. aliás, comprei chitosan prá você, pode começar a tomar.

ain.

sábado

o kazi é um paraguaxo de bigodón e está acá para matarte
- para quê?

quinta-feira

é fato que nessa casa até o maminha recebe mais ligações do que eu. o maminha é o cachorro.
eu não estou brincando, só hoje já foram duas!
em whore island as coisas vão assim:
eu me pélo de medo de dormir aqui. desde que meu avô morreu, toda noite eu acho que vai entrar alguém na casa e matar nóis tudo. parece bonito, né, "desde que meu avô morreu", só que é mera referência cronológica. podia ser também "desde que tomei aquele pé na bunda" ou "desde que aquele desgraçado...". enfim, então, toda noite eu sigo os conselhos de minha tia e tomo uma caninha prá relaxar. só que hoje eu perdi um pouco a mão da caninha. aí entrou minha mãe no msn:
- bia, o fio da empregada esteve por aí?
- num vi não. estava fora, só se ele veio aqui quando eu não tava.
- ah, não, é que o menino agora deu de traficar, e sua bisa tá loca que não quer ele entrando na casa.
a princípio eu pensei, junto com minha caninha, "ah, gente, que bobagem. o máximo que pode acontecer é ele tentar me vender alguma coisa e eu não aceitar. óu não.". aí a caninha foi embora e quem ficou do meu ladinho foi o medinho.
agora quem é que bota a donzela prá dormir?, eu pergunto.
putaquelosparmito
(obrigada, dona dida)

quarta-feira

eu vi que não preciso ficar marcando de encontrar ninguém em são paulo. é sair na rua, entrar num shopping, tentar entrar num vagão do metrô, almoçar em um café e pronto: mais uns três reencontros.

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ó, fica assim: eu não te ligo, eu não te procuro, eu não faço nada em prol da tal promessa. e você, você pode sumir, fazer que não tá vendo, fazer a linha "dia seguinte". porque aí ninguém vai sair chorando (por "ninguém", eu quis dizer "eu").

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a gente desenterra demônio, eles vêm tudo assombrar durante o sono.

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decidi que vou chamar a minha atual estadia de whore island. aqui não é uma ilha, aqui não tá cheio de puta, mas se eu não usar algum termo engraçado na minha situação, eu vou acabar chamando é de putaquepariu.

sábado

Fiquei prá titia

Ana:
cara, a tata e a mais IN de todas as tias que eu conheco
HAHAHAHAAH
Bia: é!!!!
aposto que ela deu antes que o sanjaya ia sair
Ana: a tata e LOK@
HAHAHAHAAHAH
Bia: ela amou minha bolsa hahahaha
Ana: HAHAHAHA
Bia: gente, que que ces acham, a ana laura vai embora, eu saio com a TIA DELA
Ana: HAHAHAHA
ESSA MERECE BLOG BIA
ISSO PRECISA FICAR REGISTRADO

quarta-feira

a profundidade deste blog está em greve. aqui, agora só comentários sobre a novela, meu erudito gosto musical e piadas feitas pela nosferata e copiadas descaradamente por mim.
no mais, minha vida anda um tédio, um jenessequá, um urso do pato donald. no mais, mais uma vez eu descubro, passado o forfé, que eu sou cega. e surda e muda e esclerosada. mas como eu já disse, passado o forfé.

tu era um bicho muito do ruim!
(bote seu endereço aqui)
essa viagem era prá ser um progresso na minha vida. mas, pô, eu voltei ouvindo daddy yankee!
da série "ah, como eu sou engraçada!"

- eu era pastor da igreja com 15 anos.
- e parou por quê, encontrou jesus?

terça-feira

e newie nunca seria newie sem ela, a rainha sem-vesícula, a senhora soberana dos everything bagels, a pessoa que pede paz com um acessório de pescoço: ana laura, a LAURENSE das arábias.
newie, ah newie.
newie é legal, e essas são as coisas que você não pode deixar de fazer:

- ir na rua 38, que fica do lado da 39.
- comer no café angelique, na bleecker com a broadway. uma das broadways.
- andar até o brooklyn.
- explorar w'sburg. lá é o scruffiness paradise e todo mundo usa um acessório maluco na roupa. achei 5 dos meus 18 maridos por lá.
- ir no hiro ver um show da banda do jorge, mesmo o vocalista não sendo japonês.
- ir no hiro ver o steve aoki tocar, mesmo o dj não sendo japonês.
- encontrar o ben, um amigo da escola que você não vê há 10 anos.
- ver a evolução do jorge no museu de história natural.
- hospedar-se no palafita inn, e viver um clima do norte do brasil na suíte temática "acre e suas belezas" - nunca fui tão humilhada, caprichosa e garantida.
- usar o banheiro da bloomingdale's. é ótimo!
- comer em delis. esqueça fast-food por alguns dias, faz favor.
- cantar stormy weather no central park, na ventania.
- prometer diariamente que vai andar de bicicleta no central park.
- pegar o ferry boat pra staten island e comprovar que a estátua da liberdade é mesmo anã.
- rir de coice. parte indispensável da viagem.

agora, você super pode deixar de:
- subir no empire state. foram os $18 mais mal-empregados da minha vida. duas horas de fila pra cinco minutos de vista nublada.
- ir no ground zero. é um canteirão de obras deprimente.
- conhecer chinatown, se você já conhece a liberdade.

agora vou ali conhecer as maravilhas da minha velha tatuí.
meu último dia em aspen não podia ter sido mais full of slacking e bizarro. começou com eu indo fazer as unhas no ritz, e ficando bêbada com os meninos num restaurante. aí jantamos um rack de costela cada um e, eu munida da minha inseparável flasquera, fomos para o chelsea. lá tava rolando a convenção dos felizes proprietários de trailer, reunião do ghetto fabulous club e tinha um anão fazendo sanduíche na pista. minha amiga quase engravidou de um clone do usher. nice 'n' slow. o mati, o menino do sabonete, veio me pedir desculpas por ser uma pessoa, assim, diferente. ele usava luvas com camiseta de manga curta. é, ele era diferente mesmo. aí o ápice da noite foi uma tentativa de estupro por parte do argentino imundo, que mandava eu beijar mas eu já tava beijando ele e aí que eu percebi que era prá beijar outra coisa e quase dei parte na polícia.
na volta a gente perseguiu o piro, e o piro é travesti.
fechei com chave de ouro.