domingo

Descobri o incrível hobby de viajar para viver fora uma semana. Teve Newie, e agora teve Buêinos. Em 8 dias, um milhão de sentimentos. Fiz amigos, fiz comida, fiz zona, fiz merda, fiz sudoku (muito), fiz compras, fiz rir, dancei, esperei, caminei, caminei, caminei, revi, quis morrer, quis matar, falei em espanhol bêbada, não falei em espanhol direito. Como sempre, voltei querendo morar lá, e viver essa vida que só me aconteceu nessa semana, pelas circunstâncias.
E o sentimento mais latente vem em forma de short story:
Terça-feira, o dia que eu estava mais brokenhearted e cansada, cheguei em casa e perguntei se queriam ajuda no jantar. E um deles me pegou pelo braço e me ensinou a fazer uma sopa, um bolo de banana, empanadas e dips. E, verdade seja dita, eu nem lembro direito das receitas. Mas o sentimento nessa hora foi tão bom e acolhedor que eu fiz tudo aquilo com o maior amor no coração. Independente do que veio antes ou viria depois ou o que me seria dado em troca. E, ao invés de dormir rangendo os dentes e afinando os ouvidos prá sintonizar problema, eu guardei essa alegria toda pra mim.

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E agora conheçam Brian, o Sarcástico.

1.
- Eu não sei o que comprar pros meus pais.
- Não sei se te ajuda, mas teve um ano que, tocado pelo espírito de Natal, eu peguei as meias sujas da minha irmã, embrulhei e botei embaixo da árvore.
- (afoguei de rir)
- É, eu ri bem assim, que nem você. Já minha mãe abraçava minha irmã aos prantos e dizia que eu era uma criança má.

2.
- E por que você não estuda no FIT?
- É um sonho...
- Minha mãe estudou lá.
- Jura?!
- É. Mas aí ela resolveu ser dona-de-casa. E o mais próximo de moda que eu me lembro vê-la fazer foram uns suéteres horrendos com aplicações, que ela vendia no Flea Market nos anos 80.

(clap!)

terça-feira

Toda vez que eu quero contar de uma viagem, me embanano toda. Nao quero nem falar como se fosse um guia, e muito menos fazer a linha C. Siqueira (piada interna tatuiana) do Blogger. Mas entao, eu to em Buenos Aires desde quinta, passeando. Estou na casa do Andrés e já reencontrei meus amigos de Aspen. Hoje chega o Malt também e a gente vai fazer compras, porque brasileiro na Argentina é tipo o novo preto. E aqui é tudo lindo e eu to feliz e agora eu vou andar por San Telmo e eu nem sei porque parei pra postar. Mas, enfim, eu to na Argentina.

domingo

assim, eu nunca fui muito amiga da música eletrônica. claro, ouço algumas coisas que se classificam eletrônicas, mas eu prefiro chamar de rock transmutado. no mais, não gosto de techno, não gosto de trance, e não sei nem definir o que seria um psytrance. deve ser chato. deve fazer tiririri.
eu só fui em um skol beats e, confesso, foi porque um afãs ia. e no fim ele não foi. e - tirando o show do groove armada, que foi incrível (e é groove, tinha até instrumento!) - eu achei tudo uma merda.
teve uma época que eu até curti house. aí passou rapidinho. hoje eu não suporto nem o fatboy slim.
tudo isso prá me perguntar POR QUE CARALHOS TEM UMA RAVE ACONTECENDO NA MINHA JANELA?
(tem, gente, é num clube morro acima e o som chega aqui em casa. minha tia chegou a achar que era a secadora funcionando. eu só quero paz.)

quinta-feira

ahum, agora sim. minha autistima agradece.
amo vocês. obrigada, brasil!

sou só eu ou alguém mais acha aquela chamada daquele programa de mães modernas, em que a mina não vai ser a princesinha porque o príncipe não veio, muito desnecessária? sei lá. eu já acho um saco esse papo de mãe moderna. se fosse eu, virava pra menina e falava "aí, não vai ter mais, bora comer um risole?" e pronto, sem maiores lições de vida.

minha irmã voltou, minha vida está completa. até a próxima briga.

domingo

depressão? depressão é ficar bêbada sozinha numa churrascaria jogando sudoku e comendo pãozinho, enquanto você guarda uma mesa para seus pais. pior? só chegar em casa e tomar um jato de mijo na perna dado por um cachorrinho emotivo.

e mesmo assim, tem gente que quer ser eu.
(vou cutucar até sair sangue, porque eu não tenho mais naaada prá fazer)

aliás, cadê que ninguém comenta mais? a comida tá ruim, gente? a roupa tá mal-lavada?

ai, é, e isso aqui vai fazer 6 aninhos no fim do mês e eu vou estar fora, e eu até tentei fazer uma homenagi em conjunto com o japonês, mas no fim ficamos os dois constrangidérrimos com as coisas que eu escrevia aqui há alguns anos. então fica assim, sem festinha.

sábado

eu já disse e repito que minha vida é uma alegria. i'm living the dream.
depois de ficar com a mão inchada e passar a quinta de cama por conta de um festerê no figo, ontem fui tirar sangue prá saber qualé. aí o enfermeiro olha meu braço roxinho da injeção.
- moça, a senhora é anêmica?
- nem fu, fiz hemograma dia desses.
- então vai num hematologista ver esse roxo aí. não é normal.
anormal é a mãe dele. AQUI que ele vai me botar caraminhola e dizer que eu tenho doença de sangue só porque eu tenho coloração de parede! ok, marquei hematologista prá agosto.

aí hoje eu fui ajudar a mãe no mercado. quer me ver feliz? me leva no mercado. é tanta gente bonita zanzando pelos corredores, respeitando a lei da inércia, deixando seus filhotes livres para correr na seção de salgadinho... me faz pensar muito no projeto de castração voluntária, aquele, do enéas. sério. aí eu tava quase chorando de ódio daquele lugar lazarento quando a mãe me levou tomar um cafezinho. carmô, carmô.

se houvesse teletransporte, eu nunca mais teria tédio.

quarta-feira

minha vida é mesmo uma alegria. por causa da internet que não funcionava, fui obrigada a fazer atividades outdoor logo cedo, e por logo cedo eu digo 11 da manhã. fui levar o maminha dar uma cagada na rua, que é o que ele mais gosta de fazer depois de cheirar cada vãozinho de concreto da calçada.
no caminho, minha mão começou a inchar. já é de praxe. só que aí ela virou a luva do hulk e eu fui parar no hospital. pronto-socorro, vai. tomei uma injeção na veia que quase me fez ter incontinência na frente de todo mundo, e voltei bem zonza prá casa.
e assim foi meu dia, divertidíssimo!

segunda-feira

eu não me reconheço mais. quem, eu me preocupar? eu to assinando com o nome do newman. ou melhor, como disse o japonês, agora eu assino kelly key. essa não sou eu. a de verdade estaria sofrendo nesse instante. sofrendo há dez dias ou mais, com nó nas tripa, nó na garganta, curukerê e marmessinto. se atrasando, distribuindo culpas e nomes.
no entanto, eu acho que vou re-remarcar minha passagem e foda-se quem não estiver listo. e tem horas que eu levanto e sumo e vou mexer no porão e volto a hora que dá.
essa não sou eu, essa é outra. mas eu gosto mais da outra.

domingo

2001 é o novo preto.
neste fim-de-semana, as pessoas freqüentaram festejos juninos do grupo expandido das femmes e também deram uma passadinha na torre, prá pegar o bondinho do pó. quem quiser, eu estou fazendo camisetas com nome de velhas escrito em glitter, é só dar um aviso!
agora não posso, tô ocupada revendo meus conceitos.
e os dos outros, também.